OCR – Reconhecimento Ótico de Caracteres

OCR e seus benefícios

Conheça os benefícios do OCR - Reconhecimento Óptico de Caracteres!

O Gartner prevê que o mercado mundial ligado à hiperautomação movimente US$ 596,6 bilhões em 2022, superando os US$ 481,6 bilhões de 2020 e os projetados US$ 532,4 bilhões para este ano. De acordo com a instituição, a hiperautomação já não é mais uma opção, mas uma condição de sobrevivência. E, em um mundo pós-COVID, as organizações serão pressionadas a acelerar ainda mais seus planos de transformação digital.

Saiba mais sobre hiperautomação em: https://site.qualityway.com.br/hiperautomacao-e-rpa-2-0/

Entre as inúmeras tecnologias utilizadas na hiperautomação, estão as ferramentas para automatizar a ingestão de conteúdo, dados de documentos, verificação de assinatura e reconhecimento óptico de caracteres. 

As empresas devem utilizar cada vez mais essas ferramentas para automatizar a digitalização, a estruturação de dados e conteúdo, e a classificação de registros em papel. É aí que entra o OCR.

O que é o OCR?

A tecnologia OCR (Optical Character Recognition), que em português significa Reconhecimento Óptico de Caracteres, reúne ferramentas que convertem documentos digitalizados em dados pesquisáveis ou editáveis, ou seja, transformam imagens de texto em texto real, em um documento que pode ser aberto no bloco de notas, no Word ou no Writer. 

A tecnologia permite converter arquivos em PDF, imagens capturadas por câmera digital ou papéis escaneados em dados que podem ser organizados, classificados, pesquisados e editados.

O software OCR analisa o documento e compara seus caracteres com as fontes armazenadas em seu banco de dados, convertendo imagens de texto em texto puro e editável.

Além da validação de documentos

A tecnologia é aplicável em praticamente todos os setores: bancos e instituições financeiras, cooperativas e meios de pagamento, seguradoras, e-commerce, varejo, escolas, concessão de crédito em geral, telefonia e escritórios de advocacia. 

Segundo Claudio Marte, professor do departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da USP, o OCR tem um largo espectro de utilização, desde o controle e rastreamento de produção na indústria até o setor financeiro e de transportes, passando por tudo que utiliza códigos de barra, QR Codes, sensores e tudo que precisa ser lido e transformado em dados editáveis, de pallets em um armazém à placas de automóveis nas ruas. “Estamos passando do mundo real para o virtual, e uma dessas pontes entre os dois mundos é o OCR, apesar de ela ser uma tecnologia que ainda está amadurecendo e evoluindo.”

Uma aplicação comum é na validação de documentos, por meio da combinação de captura de imagens, extração de informações e posterior consulta a fontes para checar a veracidade das informações. 

No caso do envio e recebimento de dados de um cliente que está distante da empresa, o cadastro é totalmente digitalizado. Os dados das imagens dos documentos do cliente serão extraídos e comparados com as informações fornecidas e, em poucos instantes, o cadastro pode ser aprovado.

Combinada com Inteligência Artificial, a tecnologia OCR permite também verificar se campos de formulários estão preenchidos corretamente. Isso faz com que a empresa tenha contratos, acordos e cadastros classificáveis, podendo ser consultados em bancos de dados digitais, possibilitando a consulta em documentos antigos e inserção de informações adicionais em sistemas, como um CRM, entre outras funções. 

Além disso, os gestores passam a ter um ambiente único para identificar todos os documentos relativos a contratos de compra e venda da companhia, podendo acessá-los com muito mais agilidade.

OCR combinado com outras tecnologias

Danilo Perico, doutor em Engenharia Elétrica e professor nos cursos de Engenharia da FIAP, afirma que as técnicas mais modernas de OCR já utilizam Visão Computacional e Machine Learning, tecnologias em constante aprimoramento. “O OCR também pode ser utilizado como ponto de entrada para uso de textos em tecnologias como o RPA, para detectar o que está escrito em notas fiscais ou em documentos de identificação e, depois, utilizar alguma técnica de IA para extrair dados e tomar decisões automáticas com o uso de Machine Learning.”

Essa integração de tecnologias faz com que uma análise que demoraria minutos seja feita em segundos, e torna atividades como análise de crédito, formalização e validação de documentos totalmente automática, reduzindo custos, retrabalhos e erros humanos.

“A tecnologia OCR foi uma das primeiras formas de colocar sensores nas coisas. Ela permite que um grande volume de imagens seja captado e convertido em informações. Para que toda essa informação seja analisada, processada e utilizada de alguma forma, entram a IoT, o BPM, a IA e outras tecnologias que permitem que isso aconteça”, explica Claudio Marte.

Saiba mais sobre RPA: https://site.qualityway.com.br/automatize-tarefas-repetitivas-com-rpa/

Benefícios

O OCR pode facilitar e agilizar, entre outras coisas, a inserção de informações em cadastros e formulários, buscas internas por palavras-chave, alteração e atualização de conteúdo de documentos, incorporação de informações em sites ou sistemas internos. Confira os principais benefícios:

  • Mais agilidade: preenchimento dos campos de um documento automaticamente, por meio de uma imagem;
  • Escalabilidade, já que dados não precisam ser digitados manualmente;
  • Melhor organização no armazenamento dos arquivos e facilidade para acessar, compartilhar ou atualizar as informações digitalizadas;
  • Melhor experiência do cliente para preencher campos e fazer cadastros;
  • Redução de custos devido ao aumento da produtividade, economia de espaço e eliminação de retrabalho;
  • Segurança: além da redução de erros, reduz-se os riscos de extraviar documentos impressos;
  • Sustentabilidade: redução do uso de papel e economia de espaço;
  • Reforço no combate a fraudes: o Compliance terá mais agilidade e precisão ao checar problemas na rotina interna da companhia.

Quanto custa?

Existem muitas ferramentas gratuitas e pagas disponíveis no mercado, e o custo vai depender do nível de personalização e suporte desejados.

As empresas podem também contratar equipes para desenvolver soluções específicas e personalizadas. “A empresa deve testar os softwares de OCR antes de adquiri-los. Assim, opta pela ferramenta que melhor se adequa às suas necessidades. Existem muitos fornecedores, desde empresas grandes e conhecidas como Adobe, Google ou IBM, que podem oferecer soluções mais completas e já integrando OCR, IA e RPA, até desenvolvedores autônomos. O importante é contratar uma empresa séria e com experiência no assunto”, recomenda o professor Danilo.

Para quem vai iniciar o processo de implantação de OCR, primeiro é preciso ter um modo de entrada do documento para o computador, o que pode ser feito por meio de um scanner, uma máquina fotográfica digital, um celular ou outro dispositivo que digitalize o documento. 

A imagem do arquivo deve ser nítida e em boa resolução. Arquivos com sombras ou partes escuras dificilmente serão reconhecidos pelo sistema. 

Atenção especial deve ser dada também a detalhes como alinhamento do texto na horizontal, evitar fundos coloridos e procurar gerar imagens com resolução de 300 dpi.

Tendências

Entre as principais tendências para essa tecnologia, em um futuro não muito distante, está a integração com aplicativos mobile, que promete revolucionar a experiência do consumidor, e a prevenção a fraudes com apoio de IA, permitindo que as empresas consigam cruzar um número muito maior de informações para identificar possíveis situações de risco.

A tecnologia pode reduzir ao máximo as chances de as empresas terem prejuízos com análises de crédito imprecisas, erros internos ou falta de aderência às regulamentações locais. Tudo isso faz do OCR uma importante ferramenta para tornar as empresas e seus serviços mais confiáveis e competitivos.

Hiperautomação e RPA 2.0

Hiperautomação e RPA 2.0

Hiperautomação e RPA 2.0: como a transformação digital aumenta a competitividade das empresas.

O desafio de combinar diversas tecnologias para atingir novos patamares de eficácia no processo de digitalização criou um novo conceito: a hiperautomação. Em seu relatório de tendências para 2021, a consultoria global Gartner apontou a hiperautomação como uma das dez tecnologias estratégicas em alta. Segundo a consultoria, este ano será fortemente impactado pela crise global gerada pela pandemia de COVID-19, e as tecnologias que se destacarão serão as que ajudam as organizações a se adaptar às mudanças. Para o Gartner, a hiperautomação é inevitável e irreversível.

Veja todas as tendências apontadas pelo Gartner para 2021: https://www.gartner.com/smarterwithgartner/gartner-top-strategic-technology-trends-for-2021/

Várias tecnologias juntas

A hiperautomação é parte importante de um processo de transformação digital em curso há algum tempo e está no radar de muitos executivos, que a veem como oportunidade para reinvenção de seus modelos operacionais e otimização de resultados. Ela permite, por meio da combinação de ferramentas como Inteligência Artificial (IA), Robotic Process Automation (RPA), iBPMS, Process Mining e Machine Learning, a automação de praticamente qualquer tarefa repetitiva e de processos complexos. É uma automação que vai além do RPA, combinando várias tecnologias e ferramentas para tornar o processo o mais automatizado possível, incluindo as decisões e minimizando a interferência humana.

Saiba mais sobre as tecnologias disponíveis:
https://site.qualityway.com.br/transformacao-digital-tecnologias-disponiveis/

RPA x RPA 2.0 X Hiperautomação

Geralmente, os processos de automatização começam com o RPA, implantado antes de outras ferramentas para acelerar a execução de tarefas repetitivas, navegar em sistemas web, integrar e extrair dados de sistemas, entre outras funções. Com isso, já se consegue reduzir as tarefas humanas em cerca de 40%, em média. 

Contudo, segundo o relatório “Move Beyond RPA to Deliver Hyperautomation”, do Gartner, o RPA pode fornecer um alívio rápido, mas nem sempre os processos são ou permanecem simples e repetitivos. Para implantar uma automação de ponta a ponta, em toda a empresa, é necessário integrar outras ferramentas, inclusive para poder escalar.

É aí que começa a entrar em cena o conceito de RPA 2.0, que incorpora ferramentas e tecnologias mais complexas e substitui o homem que toma decisões pelo aprendizado de máquina, deixando um robô para tomar a decisão final e os humanos para checar, quando e se necessário. 

O RPA 2.0 está no centro do processo de hiperautomação, pois adota máquinas com capacidade para analisar, desenvolver, medir, monitorar e reavaliar diversas atividades, reunindo uma gama de mecanismos de automação interligados e trabalhando juntos.

Saiba mais sobre RPA:
https://qualityway.com.br/automatize-tarefas-repetitivas-com-rpa/

Os benefícios da Hiperautomação

Entre os principais benefícios está o aumento na velocidade dos processos, que vai refletir na produtividade e consequente redução de custos

Além disso, as máquinas não se cansam, mantêm o desempenho sem interrupções, realizando um número maior de atribuições ao mesmo tempo. Isso faz toda a diferença em setores como logística e e-commerce, por exemplo, proporcionando um sistema totalmente automatizado de compra, pagamento e entrega de produtos sem nenhuma interação humana, rápido e com uma excelente experiência para o consumidor. 

Setores que lidam com big data também podem se beneficiar muito, já que máquinas inteligentes, capazes de aprender e se adaptar ao comportamento dos usuários e tomar decisões, são usadas para detecção de fraudes, elaboração de perfil de clientes e direcionamento de ofertas.

"No contexto atual, a hiperautomação é uma questão central para o aumento da competitividade das empresas". Marco A. de Campos, Diretor de Processos e Tecnologia da Quality Way, lista cinco aspectos que explicam como isso acontece:

Experiência do cliente: é possível torná-la mais empolgante, oferecendo serviços customizados, direcionados e ágeis por meio de algoritmos de IA e automatização de análise de documentos e crédito, por exemplo.  

Eficiência: a hiperautomação permite fazer muito mais com menos recursos. A intenção não é demitir pessoas, e sim usá-las para melhorar processos, encantar clientes e trabalhar nas atividades que não podem ser automatizadas. 

Redução de falhas: processos propensos a falhas podem resultar em grandes perdas, são foco de automação. A hiperautomação pode reduzir falhas para próximo de zero, além de utilizar IA para ampliar a detecção e prevenção de fraudes. 

Uso dos dados: uma empresa com processos automatizados terá dados de qualidade e em tempo real, poderá monitorá-los de forma mais ágil e identificar anomalias rapidamente. Isso possibilita tomada de decisões mais rápidas e acertadas, além de identificar tendências de comportamento e recomendações produzidas por algoritmos de IA, utilizando os dados coletados ao longo da operação. 

Escalabilidade: processos automatizados podem ser escalados com uma velocidade que seria impensável para processos manuais.

Como implantar

A hiperautomação é um dos pilares para a transformação digital e pode ser aplicada a qualquer segmento que tem processos e toma decisões. Mas, para que seja efetiva, deve ser planejada e implantada como uma iniciativa corporativa e não apenas de algumas áreas. 

Como qualquer outro investimento na infraestrutura de TI, fazer um roadmap é o primeiro passo para definir onde serão implantadas as mudanças e automações. É sempre bom lembrar que as equipes envolvidas nas mudanças devem estar treinadas, conscientizadas e engajadas.

Marco explica: “cada empresa precisa criar seu próprio roadmap em função de suas necessidades, mas deve-se começar pela identificação dos principais processos que operam o negócio e que geram muita mão de obra manual, propensos a erros, pouco eficientes e demorados, e também aqueles que agregariam valor ao cliente se executados de forma mais eficiente”.

Os principais erros que as empresas cometem nessa jornada, segundo Marco, são:

Foco na ferramenta: algumas empresas adquirem uma ferramenta e procuram locais para aplicá-la. O correto é identificar os problemas, projetos e ideias e buscar as melhores ferramentas para colocar em prática.

Falta de especialistas: comprar uma ferramenta e tentar resolver com pessoal interno, sem a qualificação adequada, não dá certo. É preciso buscar profissionais para encontrar as melhores alternativas para cada questão.

Foco somente na tecnologia: hiperautomação envolve pessoas, processos e tecnologia. A mudança implica alterar o planejamento da fábrica, o fluxo de trabalho, readequar estoques, requalificar as pessoas e prepará-las para a mudança.

O professor Angelo Zanini, coordenador do curso de Engenharia de Computação do Instituto Mauá de Tecnologia, acrescenta que outro erro comum é não pensar a hiperautomação como um processo único e integrado. “Isso leva à implantação de sistemas isolados, que depois não poderão trabalhar em conjunto e orquestrados por uma inteligência digital central.”

Automatizar vale a pena!

As ferramentas não são baratas e o investimento não é pequeno, mas os benefícios compensam. “Nos projetos que estamos trabalhando, o retorno chega em torno de 9 meses a um ano e meio, só com a melhoria de eficiência”, explica Marco. Ele acrescenta ainda que quanto mais tempo a empresa levar para ingressar nessa jornada, mais aumentará sua defasagem tecnológica e talvez chegue a um ponto irreversível. “Recomendo que a empresa comece aos poucos, gere aprendizado ao longo do processo e acelere quando sentir confiança. A Quality Way pode ajudar muito na implantação, definição dos sprints, integração de ferramentas, gestão de mudança, treinamento de pessoal, roll out e escalação do programa.”

Para o professor Zanini, o empresário deve analisar o quanto essa implantação pode diminuir custos e aumentar as vendas. “Essa relação costuma ser muito favorável. E quem não promover essa transformação no médio prazo perderá valor e mercado.”

Defina sua estratégia de transformação digital: https://qualityway.com.br/transformacao-digital-defina-sua-estrategia/

Admissão Digital – BPMS no RH

Admissão Digital - BPMS no RH

Processo de Admissão Digital

Objetivos da implantação do BPMS no processo de admissão digital

  • Criação de uma plataforma que execute o processo “onboarding” – admissão de novos funcionários e carregamento de todos os documentos de admissão (contrato de trabalho, termos de compromisso, etc.);
  • Ferramenta com personalização para permitir adequações para outras empresas;
  • Ter uma plataforma com todo o processo de admissão digital, sem formulários escritos a mão, cópias de documentos e prontuários manuais. 

O resultado, a partir daí, foi o prontuário dos funcionários totalmente digital.

Diferenciais

  • A Plataforma possui área de personalização de documentos obrigatórios e opcionais;
  • Toda a gestão do processo e documentação é feito dentro da plataforma;
  • As interfaces dos usuários (front end) foram desenvolvimentos da Quality Way. Ora o usuário acessa diretamente a ferramenta BPMS Lecom, ora a plataforma QW, conforme a necessidade do processo;

Os Desafios do Projeto de Admissão Digital

  • Fazer um processo robusto que, ao mesmo tempo, permitisse a personalização para cada cliente;
  • Entender os principais pontos do processo, o que é padrão, e o que poderia ser flexibilizado;
  • Possibilitar/facilitar o processo de assinatura digital para todos os documentos, já que está atrelado a plataforma de certificação digital da empresa.

Primeiros Resultados

  • 410 instâncias de processos efetivadas;
  • 290 processos onboarding;
  • 120 processos de assinaturas.

Palavra de Consultor

“A implantação do BPMS no RH é uma evolução sem precedentes para esta área. Empresas que ainda não estão funcionando dessa forma precisam repensar seus processos. Vi claramente o quanto muitos negócios gastam com armazenagem externa de documentos e prontuários de funcionários. Neste novo processo tudo é digital. O novo funcionário não precisa ir a empresa levar documentos, envia tudo por acesso a ferramenta, o que é muito bom! A empresa, ganha agilidade, reduz custos de armazenagem, evita perdas de documentos e dispensa colaboradores da gestão deste tipo de processo manual.” Luiz Rinke.

RPA na Vertiv

RPA Vertiv

Um pouco da empresa

  • Fornecedor mundial nas áreas da energia, refrigeração, acesso e controle, monitoramento e gerenciamento de ambientes críticos;
  • Atua na evolução da tecnologia, desde a mainframe até a nuvem;
  • Mais de 750.000 localidades de clientes conectadas;
  •  Mais de 20.000 funcionários em todo o mundo…

Objetivo com o RPA na Vertiv

Automatizar o processo de validação das contas de telefonia da empresa, conferindo agilidade e maior eficiência através do uso de  robôs.

Principais desafios

  • Implementar a interface dos bots com cada operadora; 
  • Implementar a conexão entre o RPA (robôs) e o sistema ERP.

Resultados

  • Foram implantados 3 bots, rodando aos fins de semana, para consolidação de consumo das operadoras de telefonia – tarefa anteriormente executada manualmente;
  • Ganhos de agilidade, eficiência no processo e equipe liberada para tarefas mais estratégicas;
  • Ferramenta com disponibilidade para automatização de outras atividades repetitivas.

Bots de consumo de dados telefônicos

  • Os bots acessam as contas emitidas pelas operadoras contra a empresa;
  • Validam as informações segundo regras pré-estabelecidas;
  • Emitem relatório de consumo mensal;
  • Fazem a inserção diretamente no ERP/SAP – contas a pagar.

Palavra de Consultor

“A implementação do RPA na Vertiv mostra o quanto podemos auxiliar as empresas a não desperdiçar horas de seus recursos, atuando de forma mais estratégica. O trabalho anterior da equipe, baixar notas manualmente, conferi-las, digitá-las em Excel, tudo isso levava tempo, era improdutivo e sujeito a erros. O valor hora pago aos funcionários por estas tarefas não compensava, não é o “core” da empresa. As pessoas liberadas das tarefas manuais podem pensar em inovação e efetivamente no objetivo fim do negócio. A empresa fica mais competitiva, atualizada e com recursos humanos mais eficientes.” Luiz Rinke

Quality Way

Quer conhecer outros cases de implementação de RPA ou outras tecnologias? 

Acesse: https://site.qualityway.com.br/cases-sucesso/


Saiba mais sobre as tecnologias disponíveis para inserir definitivamente seu negócio da Transformação Digital.

 Acesse: https://site.qualityway.com.br/tecnologias-digitais/

RPA na Valid

RPA na Valid

Implementando o RPA na Valid Certificadora Digital

 A VALID é uma empresa Global focada em segurança digital e física, com mais de 60 anos de experiência nos setores de meios de pagamento, telecomunicações, sistemas de identificação, marketing digital e certificação digital. Desenvolve soluções que permitem empresas, governo e cidadãos se identificarem, conectarem, comunicarem e realizarem transações de dados e financeiras de forma prática e segura. Em 2011, criou a VALID Certificadora Digital, uma empresa totalmente dedicada à Certificação Digital. 

Principal objetivo do Projeto

Desenvolver  os primeiros bots para a área de Operações da Valid Certificadora, que faz interface com diversos parceiros, melhorando e agilizando a interface com estes clientes.

Desafios da implementação do RPA na Valid

  • Automatizar as tarefas manuais presentes no atendimento à rede de mais de 300 parceiros;
  • Os processos deveriam ser completamente automatizados.

Resultados

  • Foram implementados 2 bots operando 5 vezes ao dia, de segunda a sexta-feira;
  • Os processos foram completamente automatizados;
  • A equipe de suporte é envolvida somente em casos nos quais o bot não identifica a informação que deveria ser executada.

Bot .CER - Arquivo de Certificação Digital

  • A área operacional atende a mais de 300 parceiros que fazem solicitação de suporte operacional;
  • O Bot ativa ou inativa o agente, segunda regras de negócio pré-definidas;
  • Somente envia para a equipe operacional se houver alguma inconsistência;
  • Em seguida, atualiza o sistema ERP da Valid.

Bot Vínculo de Localidade

  • Um mesmo agente pode atender à varias localidades;
  • O Bot vincula ou desvincula o agente e atualiza as informações segundo regras de negócio pré-definidas.

Operação dos Bots - Integração com ERP

O Robô é um usuário que faz a busca no banco de dados e verifica ações que devem ser feitas.

RPA na Valid - Bot em funcionamento

Saiba mais sobre a tecnologia RPA em: https://site.qualityway.com.br/automatize-tarefas-repetitivas-com-rpa/

Conheça outros cases de implantação de RPA em: https://site.qualityway.com.br/cases-sucesso/

Automatize processos e faça sua empresa crescer! Fale conosco.

RPA na Indústria Farmacêutica

RPA na indústria farmacêutica

RPA na Indústria Farmacêutica – um pouco da empresa:

  • Uma das maiores do mundo em pesquisa e desenvolvimento;
  • Mais de 100 anos no mercado mundial;
  • Mais de 20.000 funcionários.

Assessment e Alguns Resultados

O primeiro passo neste projeto foi desenvolver o Assessment.

  • Falamos com quase todas as áreas de negócios;
  • Identificamos mais de 40 oportunidades de processos para automação;
  • Encontramos uma empresa e equipes com vontade de mudar, querendo apostar na automação para melhorar os processos e, principalmente, o atendimento ao cliente;
  • A gestão de carteira anteriormente a implementação do bot, levava de 3 a 4 horas por dia para planejar as vendas, hoje leva 45 minutos.

Funcionalidades de Alguns Bots

Bot Boleto

Emissão automática de 2a. via do boleto por solicitação do cliente.

Bot Carteira

Atualização diária da carteira comercial de vendas.

Bot NeoGrid

Alimenta processo de previsão de vendas.

Bot Fornecedores

Diariamente envia para os fornecedores comprovantes dos pagamentos efetivados.

Operação Bot Boleto - Integração SAP

RPA na Indústria Farmacêutica - bots

Palavra do Consultor

“A implementação do RPA na Indústria Farmacêutica foi um grande desafio pela complexidade dos processos e integrações com os sistemas legados. Porém, a oportunidade de fazermos o Assessment junto à equipe, fez toda a diferença nesta implantação. Nós não só mapeamos e desenvolvemos os robôs, mas tivermos a oportunidade de, com esta visão global,  dizer o que valia a pena, ou não, automatizar.” Luiz Rinke

Quality Way

Sabia que, segundo o Gartner, até 2024 grandes organizações triplicarão a capacidade de seus portfólios existentes com RPA?Quer saber mais? Acesse: https://qualityway.com.br/automatizacao-de-tarefas-com-rpa/

Conheça outros cases de implantação de RPA em: https://qualityway.com.br/cases-sucesso/

RPA na Arquitetura

RPA na Arquitetura

O Cliente

  • Um dos maiores escritórios de arquitetura do país, focada no desenvolvimento de designs corporativos;
  • 130 mil m² implantados;
  • Mais de 800 funcionários.

O Desafio da implantação do RPA na Arquitetura

  • Acessar o sistema Simplifiquei (sistemas de notas fiscais emitidas contra a empresa), verificar o atendimento às diretrizes internas e notificar os responsáveis. Todo este trabalho era executado manualmente por uma ou mais pessoas, o que levava demasiado tempo e era passível de erros;
  • Implementar de Bots para diminuir a interação humana, acelerar e qualificar o processo.

Os Bots

RPA na Arquitetura - Bots

O Processo dos Bots

RPA na Arquitetura - Processo dos bots

Benefícios do RPA na Arquitetura

RPA na Arquitetura - Benefícios

Quer conhecer outros cases de implementação do RPA? Acesse: https://site.qualityway.com.br/cases-sucesso/

Sua empresa possui várias tarefas repetitivas que poderiam ser otimizadas com o uso do RPA?

Fale conosco, podemos ajudar seu negócio a ser muito mais ágil e competitivo.

BPM, BPMS e iBPMS Gestão Eficiente e Competitiva.

BPM, BPMS orquestrador de processos

BPM

O BPM (Business Process Management) é uma metodologia usada para sistematizar processos e aumentar a eficiência em uma organização. Por meio de gráficos e relatórios é possível visualizar com mais clareza informações como o fluxo de operações, a ordem em que as atividades são realizadas e a conexão entre elas.
É uma disciplina de gestão, cuja tradução mais próxima seria Gestão por Processos, que olha a empresa de forma horizontal, com foco nos processos e não nos departamentos, como na gestão verticalizada. Uma gestão que favorece a visão do todo, por todos os envolvidos em cada etapa, do pedido até a entrega do produto, envolvendo todos os departamentos e integrando seus processos.

BPMS

O BPMS (Business Process Management System) é o software que vai reunir, em uma única ferramenta, todos os recursos para colocar em prática o BPM.
São programas que, por meio de planilhas, módulos e outros recursos, vão integrar fornecedores, clientes, parceiros e funcionários e automatizar todo o fluxo de informações e ações entre os departamentos. 

Um bom exemplo é a contratação de um novo colaborador. Quando o RH digitaliza os seus documentos e os cadastra em uma ferramenta BPMS, todos os outros departamentos serão acionados para realizar a ação correspondente: exame médico, confecção de crachá, integração e treinamentos, acesso a sistemas, etc. Tudo isso sem ter que enviar vários e-mails para cada uma das áreas.

Implantar BPM em uma organização, portanto, é um conceito superior e anterior à compra e instalação de um sistema ou ferramenta BPMS. 

É possível implementar a gestão por processos independentemente de um software. Significa voltar o negócio para o cliente e enxergar os processos da organização, por isso implica em uma mudança cultural anterior. 

Cristiano Uniga Bajdiuk, coordenador acadêmico do MBA em Business Process do Centro Universitário FIAP, considera que a automação de processos está muito conectada às transformações tecnológicas, mas também às burocráticas e culturais. “No Brasil, há algumas barreiras a essas transformações, pois muitos profissionais estão em uma zona de conforto. Não querem mapear, analisar e questionar o próprio trabalho, seus processos e a maneira como os executam, por medo de se sentirem obsoletos ou de serem substituídos por uma máquina ou software.”

iBPMS

O iBPMS (Intelligent Business Process Management Suites) expande o conceito de BPMS pela adição de funcionalidades. 

Segundo o Gartner “é a evolução natural do mercado de BPMS, adicionando mais recursos para maior inteligência nos processos de negócios. Recursos como validação (simulação de processo, incluindo “e se”) e verificação (conformidade lógica), otimização e a capacidade de obter informações sobre o desempenho do processo foram incluídos em muitas ofertas de BPMS por vários anos. Os iBPMSs adicionaram suporte aprimorado para colaboração humana, como integração com mídia social, tarefas de processo habilitadas para dispositivos móveis, análise de streaming e gerenciamento de decisões em tempo real”.

Benefícios

O BPM pode ser implantado em qualquer empresa, já que o processo de transformação que estamos vivendo obriga quase todas a se tornarem mais ágeis, reinventarem processos internos e investirem na digitalização. 

Os benefícios vão desde eliminar desperdícios e otimizar os processos, gerando mais lucratividade e retorno sobre o investimento, até entregar mais valor para os clientes. Uma grande vantagem é para as empresas em que os processos ainda são informais, que ocorrem por meio de comunicados internos, e-mails e são controlados por meio de planilhas. Isso dificulta o rastreamento e a identificação de em quais etapas os processos se encontram, quem é o responsável, se prazos e orçamentos estão sendo cumpridos ou se há falhas.

Uma solução de BPM permite que tudo isso seja monitorado de forma precisa, rápida e simples. Segundo o Gartner, em 2024 as organizações reduzirão os custos operacionais em 30% ao combinar tecnologias de hiperautomação com processos operacionais redesenhados.

Benefícios do BPM

  • Redução de falhas, retrabalhos, gargalos e custos;
  • Processos mais simples, eficientes e ágeis que podem ser testados antes;
  • Melhor gerenciamento de riscos;
  • Adequação a regulamentos de conformidade;
  • Melhora nos níveis de atendimento ao cliente;
  • Melhorias de produtividade, pontualidade e qualidade;
  • Fácil identificação de problemas, monitoramento e visibilidade das operações;
  • Implantação de novos projetos mais rapidamente.

 

A implantação do BPM não é um evento único, mas de melhoria contínua. De tempos em tempos, deve haver revisões e detecção de necessidades de aprimoramento, eliminando gargalos e agregando tarefas. Por isso, no início é importante definir bem os objetivos e investir em uma consultoria de arquitetura de processos. “Ao escolher um fornecedor, leve em conta o tempo de atuação no mercado, a reputação e quanto ele está conectado com o seu segmento e com as tecnologias que vão impactar no seu negócio”, recomenda o professor Cristiano.

As ferramentas BPMS

Existem inúmeras ferramentas BPMS, utilizadas para as mais diversas e variadas finalidades, empregadas para mapear, automatizar e otimizar processos. São softwares que fazem desde documentação até simulação de processos, passando por organização de tarefas, gestão de informações, comunicação, modelagem, controle e execução de processos, controle de custos, reengenharia e gestão de riscos, entre outras funções. 

A maioria possui recursos como criação de gráficos e diagramas coloridos, fluxogramas, organogramas e uma série de outras formas de sistematizar processos, permitindo a criação de documentos que podem ser exportados em formatos como XML, JPEG, PDF ou RTF. Muitas possuem recursos integrados, como OCR/ICR, chat, Whatsapp, videochamadas, geolocalização, criptografia de dados e assinatura digital de documentos, tudo funcionando via web e em nuvem, sem necessidade de fazer download ou instalação.

As opções são muitas e, na hora de escolher, é importante levar em conta detalhes como a experiência do usuário, a capacidade de gerar documentação de acordo com a sua necessidade, a integração com outros sistemas, o nível de suporte e a acessibilidade por toda a equipe.

Como Implantar

A implantação começa por conhecer em detalhes como seus processos funcionam. É preciso fazer um mapeamento, identificar as falhas, eliminar desperdícios e desenvolver melhorias. Parece simples, mas esse é o passo inicial e principal para adotar uma ferramenta BPMS adequada à sua realidade. 

Empresas que enfrentam problemas de retrabalho, desorganização, custos altos, reclamação de clientes, falta de padronização, burocracia, falhas de comunicação e falta de inovação são fortes candidatas a adotar uma plataforma de gestão por processos. 

Para Cristiano, é preciso saber a hora de parar o mapeamento. “Esse processo é contínuo, demanda muito trabalho e deve ser reavaliado periodicamente, mas algumas empresas se perdem no processo de mapeamento. Uma hora é preciso parar, testar e implantar o que é necessário, e não ficar mapeando para sempre.” 

O passo a passo de implantação do BPM

  1. Analisar e identificar falhas e oportunidades de melhoria nos processos;
  2. Corrigir as falhas identificadas remodelando cada etapa;
  3. Testar na prática o novo modelo;
  4. Implementar os novos métodos;
  5. Acompanhar e monitorar os resultados.

Conheça nossos cases de implantação de Gestão por Processos e BPMS. Acesse: https://site.qualityway.com.br/cases-sucesso/

Saiba mais...

CBOK – O BPM CBOK é o Corpo Comum de Conhecimento do BPM, livro que reúne todo o conhecimento consolidado sobre o assunto. É sempre atualizado e serve de guia para profissionais da área.
Acesse aqui: https://www.abpmp-br.org/produto/guia-para-bpm-corpo-comum-de-conhecimento-bpm-cbok-versao-4-0/

“Business Process Management – The Third Wave”
A obra de Peter Fingar e Howard Smith é considerada um divisor de águas nas metodologias de otimização dos processos e, por isso, é um dos livros mais respeitados pelos profissionais de BPM. Suas técnicas são aplicadas nas maiores empresas do mundo. 

ABPMP – Association Of Business Process Management Professionals
A ABPMP Internacional é uma organização profissional, sem fins lucrativos, independente de fornecedores, dedicada ao avanço dos conceitos de gestão de processos e suas práticas. É uma organização criada, orientada e conduzida por profissionais de BPM.
https://www.abpmp-br.org/

Segundo Marco Campos, Diretor de Tecnologias da Quality Way, a ferramenta BPMS é um grande orquestrador dos processos da empresa. Pode estar conectado à várias outras ferramentas e sistemas legados, mas não deve assumir funções que não lhe cabem, sob pena de gerar ineficiência e lentidão na gestão do negócio.

Acesse também:
https://site.qualityway.com.br/gestao-por-processos/
https://site.qualityway.com.br/ferramenta-digital-bpms/

Segurança do Alimento na Silmar

Segurança do Alimento - FSSC 22000

Objetivo do Projeto

Upgrade da norma FSSC 22000 versão 4.1 para a versão 5.0 – Segurança do Alimento

Porque a Silmar precisa desta certificação?

A Silmar é uma empresa do setor químico, responsável, entre outros produtos, pelo fornecimento de vedantes elastoméricos para embalagens metálicas destinadas a produtos alimentícios. Como fornecedor para este setor, possuir certificação que garanta a padronização do sistema de gestão de segurança de alimentos, conforme requisitos internacionais e reconhecidos no mercado, é fundamental para manter a competitividade da empresa.

Desafios do Projeto

  • Adequações de infraestrutura – bom senso na determinação das necessidades de adequação de infraestrutura diante das características da empresa;
  • Necessidade de definição de documentação “enxuta” devido à estrutura e tamanho da empresa.

O Processo

  1. Diagnóstico Inicial com base na versão 5.0 do Esquema (não se trata de uma norma, mas sim, um conjunto: ISO 22.000 + TS + requisitos da FSSC 22000. Saiba mais em https://qualityway.com.br/seguranca-do-alimento-iso-fssc-22000/ para avaliar as lacunas necessárias para implantação da versão 4.1 x versão 5.0. Para isso foi elaborado um checklist detalhado abrangendo os requisitos do Esquema – exigências totais;
  2. Diagnóstico para identificar as necessidades de infraestrutura;
  3. Abertura das frentes de trabalho conforme os gaps identificados;
  4. Implantação das ferramentas de controle do projeto da Quality Way:
    • Cronograma com as prioridades a serem tratadas;
    • Plano de Trabalho – principal ferramenta de comunicação entre o consultor e a equipe do cliente – estabelece detalhadamente todas as atividades acordadas em visitas, incluindo prazos e responsáveis.

Resultados

  • Certificação na versão 5.0 sem apontamentos maiores;
  • Integração de alguns procedimentos com o Sistema de Gestão da Qualidade (já existente na empresa).

Palavra da Consultora Ericka Cintra

FSSC 22000 é um Esquema reconhecido pelo GFSI (Global Food Safety Iniciative), portanto, a empresa que possui essa certificação tem reconhecimento internacional e pode comercializar seus produtos com maior facilidade para o mercado interno e externo.

Importante destacar também que, implantar um Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos, implica em mudança de cultura no sentido de adotar padrões de higiene, qualidade, melhorias na infraestrutura geral e o atendimento aos requisitos legais. A implantação de boas práticas de fabricação auxilia na adequação às exigências da Vigilância Sanitária.

A Silmar é uma empresa que prima por se manter atualizada e dentro de padrões internacionais de qualidade e segurança do alimento. Quando finalizamos esta auditoria, outubro de 2020, ainda não estava disponível a versão 5.1 do Esquema FSSC. Hoje, abril/2021, já estamos atuando na adequação da nova versão na Silmar.

Segurança do Alimento na Silmar

Segurança do Alimento ISO e FSSC 22000

Segurança do Alimento - Implantação

Segurança do Alimento - certificação para produtores e cadeia de fornecimento

Num contexto voltado para a melhoria, aprimoramento e controle de qualidade dos processos, uma das mais importantes é a da segurança do alimento. Não só para empresas ligadas diretamente à produção, mas também a toda cadeia de fornecimento, transporte, armazenagem, distribuição e comercialização de produtos alimentares, o controle de qualidade e segurança do alimento é uma das boas práticas de gestão, por isso as empresas buscam certificações que atestem que seus processos e produtos são de qualidade, e, principalmente, seguros. O próprio mercado de alimentos e bebidas, altamente regulamentado, pressiona as empresas pela busca de certificações, o que muitas vezes é condição para fazer negócios. 

Uma das principais normas para um sistema de gestão completo de segurança na produção de alimentos é a ISO 22000, uma norma internacional que visa garantir a segurança de alimentos de todas as organizações envolvidas nessa cadeia, ou seja, “da colheita à mesa”. Em outras palavras, é ela que vai definir padrões de trabalho que garantam que os alimentos não causarão nenhum dano à saúde do consumidor.

Segurança do Alimento, Qualidade e Gestão Ambiental

A ISO 22000 integra-se facilmente com outras normas já estabelecidas, como a ISO 9001 e a ISO 14001, e é a preferida das empresas já familiarizadas com as normas ISO. Entretanto, ela não é reconhecida pelo GFSI (Global Food Safety Initiative), órgão com muita credibilidade e prestígio no mercado de alimentos, por considerar sua abordagem genérica e por não abranger de forma clara os programas de pré-requisitos estabelecidos nas normas TS 22002 (especificações técnicas). Por isso, a Foundation for Food Safety Certification criou a FSSC 22000, que acrescenta requisitos adicionais aos já estabelecidos na ISO. 

A ISO 22000 estabelece os requisitos de um sistema de gestão da segurança do alimento com quatro elementos-chave: Programas de Pré-requisitos (as Boas Práticas), Sistema de APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), Comunicação e Sistema de Gestão. Já o escopo da FSSC 22000 é mais abrangente, pois engloba a ISO 22000 e as normas TS 22002, que esclarecem os programas de pré-requisitos. Manuela Petrich, especialista da Quality Way, explica: “a norma trata separadamente os assuntos nas respectivas ISO TS 22002 correspondentes ao negócio da empresa que quer se certificar.” Alguns exemplos:

  • Processamento Industrial de Alimentos – ISO TS 22002-1
  • Serviço de Alimentação – ISO TS 22002-2
  • Agricultura – ISO TS 22002-3
  • Embalagem – ISO TS 22002-4

Como escolher entre ISO 22000 e FSSC 22000

Em primeiro lugar, a empresa deve avaliar se o mercado em que ela atua aceita apenas a certificação da ISO 22000 e se esse investimento trará o retorno financeiro esperado. Nesse caso, vale a pena começar a certificação por essa norma. No entanto, se mais tarde a intenção for ampliar os mercados de atuação ou exportar, talvez seja preciso implantar os requisitos da FSSC 22000 e fazer uma nova certificação. Para Luana de Assis, sócia-proprietária da Bioqualitas – PR e membro do comitê técnico da ABNT de Segurança Alimentar, a empresa deve considerar seus objetivos. “No caso de exportação de produtos, uma pesquisa com os futuros clientes é interessante, pois eles podem indicar as normas aceitas. Muitas vezes, ter determinada certificação é pré-requisito para se cadastrar como fornecedor.” 

Há também a versão FSSC 22000-Q. A letra adicional “Q”, de qualidade, refere-se à integração com a ISO 9001, já que ela é usada pela FSSC 22000 como referência normativa. O benefício, nesse caso, é integrar o gerenciamento da qualidade de alimentos ao escopo da certificação FSSC 22000, por meio de um módulo adicional voluntário da ISO 9001 incluído no sistema de certificação. Somente organizações já certificadas com a FSSC 22000 podem integrar a ISO 9001 para adquirir o FSSC 22000-Q.

Muitos benefícios

Os benefícios da FSSC e da ISO 22000 são muitos. Ter a certificação é um atestado de reconhecimento nacional e internacional de comprometimento com a segurança e qualidade na produção de alimentos e atendimento das exigências legais, dos clientes e fornecedores. Além de otimizar os processos e reduzir custos, aumenta a competitividade e abre a possibilidade de novos negócios, já que os principais players só atuam com fornecedores certificados. Organizações que querem vender para grandes empresas precisam ter a certificação. 

Além disso, as normas podem ser facilmente integradas com outras da família ISO, em um Sistema de Gestão Integrado (SGI) mais eficiente. No caso da FSSC 22000, por ser reconhecida pelo GFSI, abrem-se também as portas do mercado externo. “A certificação não é obrigatória, mas muito importante para dar credibilidade ao negócio da empresa. Um reconhecimento internacional facilita a realização de negócios”, afirma Manuela.

Qualquer empresa do segmento de alimentos que esteja em busca da melhoria contínua tem perfil para implantar a FSSC e a ISO 22000, independentemente do tamanho ou setor de atuação. Desde produtores primários, fabricantes de embalagens e insumos para a indústria de alimentos, até fabricantes de produtos para o consumidor final, como alimentos e bebidas e serviços de alimentação, passando pelos setores de transporte, armazenagem e distribuição.

Veja o programa da Quality Way para desenvolvimento da cadeia de  fornecedores, acesse https://site.qualityway.com.br/desenvolvimento-fornecedores/

Como implantar

Para ser certificada, a empresa deve ter um sistema de gestão que atenda aos requisitos da ISO 22000, os requisitos adicionais do sistema e os requisitos do cliente, tanto legais quanto regulamentares aplicáveis. “Acredito que empresas que têm as Boas Práticas e o Sistema APPCC bem implementados conseguem trabalhar muito bem a implantação dessas normas. Os problemas ocorrem quando as empresas querem adiantar processos e acabam pulando etapas”, explica Luana.

O processo de implantação inclui, entre outros itens:

  • Um planejamento inicial detalhado;
  • Avaliação da armazenagem, manuseio, conservação e higienização dos alimentos e insumos;
  • Checagem das instalações e estruturas (dimensões, iluminação, ventilação etc.);
  • Avaliação da higiene pessoal dos colaboradores;
  • Auditoria interna para tomar ações corretivas ou preventivas.

Depois de implementar as medidas de adequação à norma, a empresa passará por visita dos auditores e certificadores, avaliação, obtenção ou não da certificação e manutenção do selo. Como a certificação está associada à ideia de melhoria contínua, o órgão certificador deve realizar anualmente uma nova auditoria, e pode cancelar o credenciamento se os requisitos não estiverem sendo atendidos. O certificado é válido por três anos, mas as auditorias podem ser anuais ou semestrais, de acordo com a norma escolhida, a empresa e a certificadora.

Atenção!

Uma nova versão da norma ISO 22000 foi publicada em 2018, para se adequar ao Anexo SL, trazendo para a estrutura parecida com a ISO 9001. Quem já tinha a certificação anterior precisa fazer adequações significativas, como contexto da organização e partes interessadas. “Além disso, a empresa precisa fazer o chamado upgrade na versão vigente da norma, caso contrário perde o certificado”, explica Manuela.

Nova versão 5.1

A versão atual da Norma FSSC 22000 – 5.1, foi publicada no início de novembro, precisamente em 03 de novembro de 2020. O prazo de upgrade da versão 5.0 para a 5.1, começa a partir de 01/04/2021.

O que mudou? Na versão 5.0 eram 9 requisitos e agora são 15:

  • Gestão de serviços e materiais adquiridos;
  • Rotulagem do produto;
  • Food Defense;
  • Food Fraud;
  • Uso do logotipo;
  • Gestão de alergênicos (categorias C, E, FI, G, I e K);
  • Monitoramento ambiental (categorias C, I e K);
  • Formulação de produtos (categoria D);
  • Transporte e entrega (categoria FI);
  • Armazenamento e Estocagem (todas as categorias);
  • Controle de perigos e medidas de prevenção à contaminação cruzada (categorias C e I);
  • Verificação dos PPRs (categorias C, D, G, I e K);
  • Desenvolvimento de produtos (categorias C, D, E, F, I e K);
  • Estado de saúde (categoria D);
  • Requisitos para organizações com operações em multi-sites (categorias A, E, FI e G).

Vale verificar o conteúdo, na íntegra, para acompanhar as alterações e se preparar para as adequações.