TISAX

TISAX - Setor Automotivo

TISAX: segurança da informação na indústria automotiva.

Na indústria automotiva, assim como em vários outros segmentos, fornecedores e prestadores de serviços lidam com muitas informações estratégicas e confidenciais de seus clientes, e por isso devem estar em conformidade com rigorosos requisitos de segurança. Pensando nisso, em 2017 a VDA (Associação Alemã da Indústria Automotiva) criou o TISAX (Trusted Information Security Assessment Exchange), um mecanismo de avaliação e intercâmbio de informações que permite comprovar que os fornecedores atendem aos requisitos de alta segurança para os dados fornecidos.

Aplicável principalmente a fornecedores de nível 1 e nível 2, mas também a cadeias de suprimentos mais complexas, a avaliação é um requisito de certos OEM (Original Equipment Manufacturer), fabricantes “originais” de equipamentos que fornecem para as grandes empresas, que por sua vez montam o produto final para o consumidor, e é reconhecida por todos os membros da VDA. 

O TISAX é, portanto, uma certificação composta pelos requisitos da VDA ISA (abreviatura de “Avaliação de Segurança da Informação”) derivada da norma internacional ISO/IEC 27001:2013 e adaptada ao setor automotivo. “Ela combina requisitos da VDA ISA com a ISO/IEC 27001 – Apêndice A (Technical Controls), bem como alguns requisitos de privacidade”, explica Manuela Petrich, especialista em Sistemas de Gestão da Quality Way.

A plataforma TISAX foi projetada para reunir as avaliações de segurança da informação das empresas da indústria automotiva, que podem compartilhar os resultados de suas avaliações online e permitem que as demais empresas verifiquem se um fornecedor já concluiu a avaliação com sucesso. Por meio da plataforma é possível, também, contratar provedores de auditoria para realizar uma avaliação. 

O sistema é operado pela Associação ENX (European Network Exchange), uma associação de fabricantes, fornecedores e organizações europeias de veículos, contratada pela VDA para conduzir as auditorias e que credencia os auditores e monitora a qualidade da implementação e resultados das avaliações.

TISAX x ISO 27001

Tanto o TISAX como a ISO 27001 certificam a segurança da informação. O TISAX se baseia em elementos chave da norma ISO/IEC 27001, mas se concentra nos elementos mais relevantes para a indústria automotiva. Veja as principais diferenças:

Gráfico Tisax

Quem já possui a certificação ISO 27001 pode precisar obter a TISAX também, pois são certificações distintas. Entretanto, se a empresa já possui essa ISO, conseguirá mais facilmente a certificação TISAX. Os dois padrões são compatíveis e podem funcionar juntos para ajudar a organização a melhorar os processos e os controles de segurança da informação.

Saiba mais sobre a ISO 27001 e a segurança da informação: https://qualityway.com.br/iso-27001-seguranca-da-informacao-e-lgpd/

Benefícios da Certificação

  • Reconhecimento mútuo das avaliações na rede TISAX economiza tempo e custos;
  • Acesso online ao portal;
  • Lista de provedores e fornecedores para escolher livremente;
  • Maior confiança em fornecedores de serviços certificados;
  • Evita a necessidade de várias verificações;
  • Menos mal-entendidos devido ao catálogo harmonizado de testes VDA-ISA;
  • Apenas uma avaliação a cada três anos.

O que é avaliado

O TISAX vai avaliar os seguintes aspectos na empresa:

  • Políticas de segurança da informação;
  • Dispositivos móveis e trabalho remoto;
  • Gestão de ativos;
  • Classificação da informação;
  • Tratamento de mídias;
  • Controles de acesso;
  • Criptografia;
  • Segurança física e do ambiente;
  • Proteção contra malware;
  • Registros e monitoramento;
  • Gestão de vulnerabilidades técnicas;
  • Gerenciamento da segurança em redes;
  • Segurança da informação na cadeia de suprimentos;
  • Gestão de incidentes de segurança da informação e melhorias;
  • Conformidade com requisitos legais e contratuais.

Manuela explica ainda que “a certificação é aplicável para as empresas do setor automotivo que precisam demonstrar, em intervalos regulares de três anos, que cumprem os critérios de segurança da informação exigidos pelos clientes. Portanto, a certificação tem validade de três anos, sem auditorias periódicas”.

Como funciona

O processo de avaliação é feito on-line, por meio do portal TISAX (https://enx.com/en-US/TISAX/). Começa com o registro no portal e a seleção de uma empresa de auditoria. A pesquisa pode ser feita na plataforma online, e a certificação poderá ser realizada somente por prestadores credenciados. 

Etapa 1: CLASSIFICAÇÃO
Os fornecedores são classificados por um OEM/cliente, dependendo da sensibilidade dos dados envolvidos. 

Etapa 2: CADASTRO
Cadastramento no ENX, incluindo seu número de escopo. 

Etapa 3: AVALIAÇÃO
O prestador credenciado realiza a avaliação de acordo com o nível solicitado. 

Etapa 4: RELATÓRIO
A empresa avaliada recebe o relatório dos auditores credenciados.

Etapa 5: ELIMINAÇÃO DE VULNERABILIDADES
A empresa avaliada elimina as vulnerabilidades identificadas. 

Etapa 6: COMPARTILHAMENTO
O relatório completo é carregado na plataforma, e o compartilhamento das informações é possível entre participantes inscritos e somente depois de a empresa avaliada ter divulgado o resultado à empresa que fez a solicitação. 

“A Quality Way pode ajudar a sua empresa na adequação aos requisitos exigidos pelo TISAX, que pode incluir a definição de processos, elaboração de documentação (políticas, procedimentos, instruções de trabalho e formulários), implantação, avaliação (auditoria interna) e manutenção do sistema de segurança da informação, entre outros aspectos”, afirma Manuela.

Saiba mais sobre a certificação TISAX: https://portal.enx.com/en-US/TISAX/

Conheça o CASE de Adequação TISAX da COPLAC!

TISAX - Adequação Quality Way

ESG na Construção Civil

ESG na Construção Civil

Vamos falar sobre ESG na Construção Civil?

Grandes companhias constroem reputação por meio de boas práticas e de uma agenda ESG crucial para a sobrevivência do negócio. Um estudo realizado pela Ágora revelou que os benefícios de uma agenda ESG vão de vantagens competitivas, melhora de reputação, maior lucratividade, até o incremento do valuation (valor de mercado) do negócio ao longo do tempo. 

As discussões sobre ESG (Environmental, Social, Governance) estão bastante aquecidas sobretudo no último ano e pós encontro do COP26. Alinhar os aspectos ambientais, sociais, contemplando direitos e diversidade, e a governança nos negócios é ponto crucial no comprometimento com o crescimento, ética e sustentabilidade das relações e do próprio planeta.

Vejamos dois exemplos de Boas Práticas em ESG na Construção Civil e seus fornecedores.

Redução na Emissão de Carbono

A Even é exemplo de boas práticas em ESG na construção civil. A empresa foi pioneira no setor em neutralização de carbono nas suas obras desde 2015. A iniciativa engloba as emissões de toda a cadeia de fornecedores das obras, incluindo a produção e o transporte dos materiais utilizados.

“A Even tem ESG como pilar, isso está em nosso DNA e permeia todos os processos da companhia, os custos com a neutralização já são considerados na concepção dos projetos. Fazemos inventário de carbono das nossas obras desde 2008, fomos pioneiros e reconhecidos por nossas iniciativas ESG na construção civil. Todos os indicadores são extraídos dos índices de consumo de materiais já pré-tabelados”, afirma Marcelo Morais, Diretor de Operações da Even.

Em 2021 a construtora neutralizou 100% dos empreendimentos entregues, totalizando mais de 17 mil toneladas de carbono, equivalente ao sequestro de carbono de mais de 100 mil árvores. “Em 2022, nossa projeção é triplicar este número com cerca de 53 mil toneladas de Carbono neutralizado com a entrega de 09 empreendimentos”, explica Morais.

A Even utiliza a metodologia do GHG Protocol, ABNT NBR ISO 14.064-1 e o Guia Metodológico do Sinduscon. O método de cálculo considera o Consumo de Materiais, Fatores de Conversão e Fatores de Emissão para avaliar o desempenho dos fabricantes e os índices de cada grupo que compõem o orçamento.

Inovação!

“Queremos transformar o jeito de morar, trabalhar e conviver das pessoas, e fazer a nossa parte no combate ao aquecimento global e mudanças climáticas, passa por isso. Através de projetos certificados, além da redução de carbono, incentivamos também a geração de emprego e renda”, explica o diretor. 

A empresa reaproveita 98% dos resíduos gerados nas obras com o envio para Áreas de Transbordo e Triagem e Usinas de Reciclagem. Além disso, criou uma área interna de inovação que tem como principal objetivo a busca por novos materiais que possam impactar menos o ambiente e trazer eficiência técnica. 

Substituiu o uso de madeira para proteção coletiva por ativos ou equipamentos metálicos que favorecem a reutilização sem geração de novas emissões e resíduos. Adotou materiais reutilizáveis, como formas de fibra de vidro para estruturas de concreto

Visando reduzir o consumo de concreto, adotou o uso de cubetas plásticas reaproveitáveis para lajes nervuradas. Utiliza tintas com baixo VOC e madeira reflorestada, com certificação FSC. E busca aprimorar processos e trabalhar com materiais de alta qualidade alinhados ao pilar ESG na Construção Civil.

Diversidade e Comprometimento

Maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo, para segmentos da construção civil, a Gerdau destaca em seu relatório anual alguns dos avanços na agenda ESG. 

Em diversidade, a companhia trabalha para ser uma empresa inclusiva e diversa, com importantes avanços, como o aumento no número de mulheres ocupando posições de liderança na companhia. 

“Além disso, aderimos ao B Movement Builders, uma comunidade global de líderes que vêm trabalhando para a construção de um sistema econômico mais inclusivo, equitativo e regenerativo, para as pessoas e o planeta”, afirma Gustavo Werneck, Diretor-Presidente (CEO) da Gerdau.

O Conselho de Administração aprovou, já em 2020, seu próprio regimento interno e os regimentos dos seus comitês de apoio, além da política corporativa de sustentabilidade da companhia, sua matriz de materialidade e o scorecard ESG – indicadores referentes a questões ambientais, sociais e de governança, como consumo de água e percentual de negros em posição de liderança, por exemplo.

Governança!

Além disso, outros temas são destaques em governança da Gerdau: as iniciativas de gestão do clima foram classificadas pelo Carbon Disclosure Project (CDP), no módulo de Mudanças Climáticas, como B-, pontuação acima da média da América do Sul e de seu setor. 

Foram aprovadas também as políticas de sustentabilidade, de direitos humanos, anticorrupção e tributária, além da revisão da política de compliance e do Código de Ética e Conduta para terceiros.

Além disso, a proposta de incluir metas de desempenho em indicadores ESG (ambientais, sociais e de governança) no seu Plano de Incentivo de Longo Prazo (ILP) para a liderança sênior da companhia. 

Com vigência desde 2021, a norma estipula que cerca de 20% do valor dos bônus de longo prazo, incorporados à remuneração variável dos executivos, estão condicionados ao cumprimento das metas ESG. 

A mensuração desse percentual de metas ESG é calculada a partir de dois novos indicadores: porcentagem de mulheres em cargos de liderança e emissões de CO2. Além disso, 40% de economic value added (EVA). Os outros 40% são ações restritas e não condicionadas ao resultado.

As boas práticas em ESG provam que é possível construir um planeta sustentável sem abrir mão dos ganhos financeiros. Até porque não haverá planeta para trilhar por outro caminho que ignore as práticas ESG.

Simulador ESG

Quer entender qual o grau de adequação de sua empresa aos indicadores ESG? Acesse o link, responda o questionário e obterá uma pontuação nos quesitos Ambiental, Social e Governança. http://www.excellence-esg.com/Home/SimuladorESG

Adequação LGPD na Perplan

Case LGPD na Perplan

Perplan

  • A Perplan Empreendimentos e Urbanização atua desde 2000 desenvolvendo projetos de incorporação e loteamentos de alta qualidade de acordo com seus valores corporativos, visando sempre respeitar áreas verdes e entregar o melhor para a comunidade
    Alguns dados:
  • Presente em mais de 10 cidades e com projetos em desenvolvimento em 12 novas cidades nos estados de SP, RJ, MG, GO e MS;
  • Mais de 34 lançamentos imobiliários e mais de 6000 unidades já entregues, dentre imóveis comerciais, hotéis, residenciais e loteamentos;
  • Dentre seus projetos está o “Bosque das Juritis”, um bairro planejado de alto padrão na cidade Ribeirão Preto com área total de 546.095 m²;
  • Desenvolve projetos de urbanização capazes de controlar os impactos ambientais de forma sustentável;
  • Em 2015 foi eleita 8ª Melhor Empresa para se Trabalhar em Ribeirão Preto e região;
  • Certificada com o ISO 9001 e Great Place to Work.

Objetivo do Projeto de Adequação LGPD na Perplan

Ajustar os processos da empresa em concordância com a nova lei 13.709 (Lei Geral de Proteção de Dados), garantindo ao mercado, clientes, fornecedores e sociedade uma clara política de Compliance, Segurança, Privacidade e Transparência no uso de informações pessoais.

Principais Desafios

  • Adequar o Assessment que foi realizado por outra empresa, com um plano de ação amplo, porém genérico e não focado nas particularidades da empresa;
  • As equipes não possuíam amplo conhecimento sobre o tema e seus impactos para o negócio;
  • Necessidade de desenvolvimento de Cultura de Privacidade de Dados junto aos colaboradores;
  • Conscientizar, com o apoio da direção, sobre a importância dos controles, itens cruciais para a Governança Corporativa e para a continuidade do negócio.

Assessment LGPD - o ponto inicial

O assessment, composto por entrevistas com os diversos usuários de dados para mapeamento dos processos e do transito das informações dos dados pessoais e sensíveis (data mapping), diagnóstico e elaboração do plano de ação com as atividades, responsáveis, prazos e contingências, tendo sido realizado por outra empresa, gerou a necessidade de revalidação da proposta/diagnóstico, readequação dos prazos e atividades e foco na implementação dos itens prioritários e mais relevantes para atender as normas da LGPD.

Adequação

O plano de ação para adequação LGPD na Perplan possuía 114 atividades, algumas sob responsabilidade da empresa e outras de responsabilidade da Quality Way. As atividades envolviam segurança da informação, governança, criação e revisão de políticas, processos criados e revisados, formulários e templates, responsáveis e prazos, ajustes no ambiente e treinamento das equipes.

Esta adequação foi concluída no final de 2021, totalizando cerca de 6 meses para implantação do projeto.

Resultados e Entregáveis

  • Avaliação contextual do negócio, seus riscos e suas peculiaridades;
  • Mais de 10 Políticas de Segurança e Privacidade de Dados;
  • Procedimentos, Formulários e Templates de Atendimento ao Titular de dados pessoais;
  • Adequação do Canal da Titular via site;
  • Avaliação e Implantação de ferramenta para gestão de LGPD;
  • Processos para atendimento ao titular, ANPD, Notificações, Incidentes, Consentimentos;
  • Ajustes no processo de integração, incluindo Segurança da Informação e Privacidade de Dados;
  • Treinamento e Conscientização de todos os colaboradores e terceiros;
  • Plano inicial de auditorias futuras.

Palavra de Consultor

A Perplan é uma organização com um ambiente e cultura bem modernos. Ao visitá-los percebi que os colaboradores demonstram gostar da empresa e do ambiente de trabalho. O clima é bem leve e descontraído, com um mix de pessoas de várias idades, gêneros, sexo, raça, etc. Ficou muito claro o porquê de terem conquistado o título de Great Place to Work. 

Com relação ao projeto, sempre foram prestativos e disponíveis para a resolução dos assuntos e estão muito focados na implementação adequada dos requisitos da LPGD na empresa. Tenho certeza que esta implantação terá pleno sucesso!

“A adequação  LGPD na Perplan, foi um processo bastante desafiador para nosso time, porém estamos concluindo com grande sucesso, entretanto esse sucesso não seria possível sem o apoio/consultoria da empresa Quality Way, que nos deu total suporte nas atividades referente a Lei, desde a parte de mapeamento dos processos até a implantação das ações necessárias. Essa parceria entre as empresas existe desde 2019, nos assuntos relacionados a Gestão da Qualidade e, a partir de 2021, com os assuntos relacionado ao LGPD.” Jefferson Lima – Gestão da Qualidade – Perplan

Quality Way

A Quality Way tem auxiliado diversas empresas na implantação das melhores práticas para adequação às exigências da LGPD, Segurança dos Dados e Segurança da Informação. No processo de LGPD, além do assessment e plano de adequação, usamos a ferramenta Be Compliance que garante a gestão e controle completo do processo.                        Saiba mais em: https://qualityway.com.br/lgpd/ 

Tendências Tecnológicas 2022 e a Transformação Digital

Tendências Tecnológicas 2022 - TD

Conheça as cinco principais tendências em Transformação Digital para 2022

Qual a sua expectativa para 2022? Que tipo de ação ou transformação será capaz de moldar o futuro em algo palpável antes mesmo dele chegar?

“As promessas são o único modo humano de ordenar o futuro, tornando-o previsível e confiável na medida em que isso é humanamente possível”, disse a filósofa alemã Hannah Arendt.

É assim que funciona todo exercício envolvendo previsões, tendências e caminhos: trata-se de um registro notável, desde que faça sentido com a realidade.

Os impactos e incertezas trazidos pela pandemia tornaram essa conversa ainda mais desafiadora: como desenhar um plano estratégico sem deixar de atender necessidades imediatas? Prever o futuro é algo complexo, mas dá para tomar decisões a partir de tendências.

Para apoiar essa conversa, esse artigo sintetiza a expectativa de especialistas em transformação digital para 2022. De uma forma geral, é possível enxergar uma tendência:

as empresas que almejam uma trilha de crescimento seguirão por meio de conexões significativas com seus clientes, sustentadas por uma combinação de habilidades e ferramentas escaláveis e robustas – como automação, integração de dados e inteligência artificial.

De forma detalhada, é possível identificar cinco principais tendências:

  • Sistemas que apoiam modelos de trabalho híbridos
  • Automação de processos em larga escala
  • Adoção planejada de Inteligência Artificial
  • Acesso e proteção de dados na nuvem por meio de malhas
  • Adaptação das empresas na velocidade 5G ou superior

Modelo híbrido e distribuido de trabalho

Inegavelmente, a pandemia redesenhou o conceito de “espaço de trabalho”. Levantamento do Gartner indica que, num universo de empresas de médio e grande porte nos EUA, Europa e Asia-Pacífico, 80% dos colaboradores usaram algum tipo de ferramenta digital colaborativa em 2021 – destaque para soluções em videoconferência. Isso representa um aumento de 44% em relação a 2019.

Se em 2020 as empresas acostumaram-se a trabalhar dessa forma, 2021 termina com um esforço comum: encontrar arranjos que combinem o que funciona melhor no home office e no modelo presencial.

Trata-se de uma expectativa compartilhada entre gestores e colaboradores, que esperam incrementar a conectividade sem perder a produtividade. Mais do que isso, o Gartner prevê crescimento 25% mais rápido em empresas que adotam modelos distribuídos.

Para manter colaboradores afastados geograficamente e, ao mesmo tempo, compartilhando habilidades e conhecimentos em seus times, as organizações vão contar com iniciativas que apoiam a experiência de trabalho conectada.

Avanços no modelo híbrido de trabalho estão relacionados às ferramentas de colaboração, bem como a popularização de plataformas nativas em nuvem (CNP) e virtualização de servidores e desktops (VDI).

Automação em tudo o que for possível é a base das tendências tecnológicas 2022!

Automação é uma palavra-chave naturalmente associada aos processos de transformação digital. De forma concisa, trata-se do uso de soluções computacionais para identificar, estruturar e agilizar processos – o que, em princípio, torna a empresa mais produtiva.

Dentre as tendências tecnológicas 2022 esta é básica, a empresa que não automatizar seus processos pode incorrer em obsolescência frente ao futuro, afirma Marco Campos, diretor de tecnologias da Quality Way. 

Nesse sentido, o que significa hiperautomação? É uma abordagem orientada aos negócios, procurando identificar e automatizar o máximo possível de processos de negócios e TI, além de repetir esse modelo em escala por toda a organização, incluindo formas de integrar e reutilizar modelos entre times. Requer o uso combinado de ferramentas, incluindo RPA e plataformas low-code, como BPMS.

Para David Groombridge, vice-presidente de pesquisa do Gartner, um passo seguinte aos processos de hiperautomação é a adoção de sistemas autônomos autorregulados, baseados em inteligência artificial, capazes de atualizar seus algoritmos sem atualizações externas. “Esse comportamento é conhecido por suas implantações em ambientes de segurança complexos, mas, a longo prazo, será comum em sistemas físicos como robôs, drones, máquinas de manufatura e outros espaços inteligentes”, diz.

Inteligência Artificial de forma estruturada

Sistemas de inteligência artificial representam a maneira mais eficiente para qualquer organização extrair informação valiosa em meio ao crescimento exponencial de dados gerados.

De acordo com o Gartner, nos próximos dois anos, ao menos um terço das grandes empresas vão adotar plataformas de Decision Intelligence (DI), tomando decisões automaticamente baseadas em dados estruturados e IA.

Para dar conta deste e de outros desafios, outra tendência apontada pelo Gartner é a valorização dos times de engenharia em IA. Por meio deles, em consonância com uma forte governança em IA, empresas podem operacionalizar modelos adequados, evitando experiências frustrantes ou que nunca são lançadas por líderes de TI.

Entre as técnicas que mais crescem no mercado, cabe um destaque à IA Generativa. Consiste na construção de objetos realistas baseados em métodos de aprendizado de máquina. Em outras palavras: é um modelo que não apenas compreende conteúdos, mas também gera novos dados semelhantes.

Estima-se que em até três anos, tecnologias baseadas em IA generativa sejam responsáveis por 10% de todos os dados produzidos – em 2021, esse número não passou de 1%.

Se por um lado esse mesmo tipo de IA pode ser usado para atividades indevidas, entre elas a criação de deep fakes (vídeos onde uma pessoa tem sua expressão facial produzida ou alterada digitalmente), a mesma tecnologia pode ser útil para criar novos softwares, apoiar estratégias de marketing direcionado, facilitar o desenvolvimento de medicamentos, entre outras atividades.

Segurança como aliada à privacidade

As preocupações com segurança e privacidade das informações coletadas e tratadas pelas organizações vão continuar em 2022. Graças à adoção da Lei Geral de Proteção de Dados, essa pauta ganhou força aos olhos do consumidor.

“Os dados estão presentes em muitas das tendências deste ano, mas só são úteis se as empresas puderem confiar neles”, lembra David Groombridge, do Gartner.

Algumas tendências apontadas pelo Gartner levam em conta o aumento da confiabilidade dos sistemas. Uma delas é a adoção de malhas escalonáveis de acesso a dados e segurança. A integração entre datasets (Data Fabric) conecta informações e plataformas, mesmo fragmentadas e distribuídas na nuvem; estas, por sua vez, exigem serviços de segurança integrados, escaláveis e capazes de proteger toda a base de serviços (Cybersecurity Mesh).

A outra diz respeito à forma como os dados sensíveis são tratados internamente: são as práticas computacionais para aumento da privacidade (privacy-enhancing computation, PEC).

São técnicas de proteção e coleta de dados anonimizados, incluindo encriptação, divisão e processamento prévio de dados sensíveis, aliando valor ao negócio sem comprometer a confidencialidade, mantendo conformidade à legislação.

Evolução do 5G e do que virá depois

Finalmente aprovada no Brasil após o leilão das faixas de frequência, a implementação da quinta geração do sistema de comunicação móvel (5G) já se expande pelo mundo.

Para 2022, a expectativa fica por conta da implantação por meio das operadoras e empresas do setor de telecomunicações, que impulsionam seu desenvolvimento.

Na outra ponta, empresas e consumidores devem adotar dispositivos habilitados e aceleram o tráfego de dados em rede.

A evolução de sua arquitetura já prevê cenários de uso não alcançados, num contexto já batizado de 6G. Isso inclui, entre outros exemplos, transmissão em frequências ainda mais velozes, na faixa dos Terahertz, tornando onipresentes aplicações como realidade virtual, comunicações holográficas, aplicações baseadas em IA para todos e a qualquer hora e local.

Ainda que este futuro pareça incerto e distante, especialistas do setor entendem que este é o caminho natural, desde que o desenvolvimento da indústria observe como o 5G evolui.

“Para entender o que o 6G pode oferecer, devemos primeiro entender onde a tecnologia 5G atual falha e quais avanços tecnológicos estão no horizonte”, declarou Andre Fuetsch, CTO da AT&T, no último 6GSymposium.

Não é difícil prever que, com a popularização do 5G, iniciativas que combinam pesquisa e desenvolvimento a partir da experiência do usuário, vão reforçar a confiança e a satisfação tanto no consumidor quanto nos colaboradores. Isso exige resiliência e adaptação das empresas na velocidade 5G.

ESG da origem aos dias atuais

ESG: melhores práticas ambientais, sociais e de governança

ESG: mais que uma sigla, uma mudança na cultura organizacional, na captação de investimentos e na valorização das empresas

ESG são as iniciais de “Environmental, Social and Governance”, traduzido para o português, trata-se de práticas ambientais, sociais e de governança das empresas, medidas por meio de uma pontuação compilada de dados. 

Não se trata de modismo, mas de uma cultura que não pode mais ser negligenciada pelas empresas que pretendem ser competitivas e se fortalecerem no mercado.

O tema ESG não é novo, deriva de desenvolvimento sustentável, conceito anterior à década de 90, que sugeria um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, direção dos investimentos, orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional deveriam ser mais harmônicas.

Nos anos 90, John Elkington (sociólogo britânico) introduziu o conceito do triplo Bottom Line (profit, planet, people), ou tripé da sustentabilidade, que determinava que estas dimensões precisariam interagir entre si para assegurar a sustentabilidade de uma empresa – ou melhor, o negócio deveria ser financeiramente viável, socialmente justo e ambientalmente responsável.

Porém, foi a partir de 2020 que o tema ganhou destaque no ambiente corporativo graças a BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, que anunciou que o comprometimento das empresas com a sustentabilidade passaria a ser seu principal critério para decisões de investimento.

A Bloomberg, rede de televisão a cabo, situada em Nova Iorque, que transmite notícias econômicas 24 horas por dia, noticiou que fundos que adotam estratégias relacionadas ao ESG aumentaram seus ativos em 32% no ano passado e a tendência é crescer ainda mais. 

Além disso, um relatório da consultoria PwC mostrou que até 2025, 57% dos ativos europeus estarão alocados em fundos que têm ESG e 77% dos investidores da região pretendem parar de comprar produtos não ESG nos próximos 2 anos.

Por estes motivos, nos dias atuais, o selo virou febre e será cobrado nos próximos anos pois atesta a responsabilidade da empresa e de seus investimentos.

ESG hoje!

Atualmente, os aspectos ESG ganham cada vez mais relevância nas empresas. Levantamento International Business Report (IBR), feito pela Grant Thornton e divulgado pelo E-Investidor em fevereiro de 2021, ouviu, aproximadamente, 5 mil empresários de 29 países.

  • 89% dos entrevistados apontaram que o ESG é importante para os negócios;
  • 90% afirmaram que estas práticas podem melhorar a imagem das companhias;
  • 53% disseram acreditar que hábitos ambientais, sociais e de governança podem abrir novas fontes de financiamento a taxas mais baixas.

“O mercado financeiro começa a olhar como as empresas atuam em cada um desses aspectos da ESG”, explica Ana Buchaim, diretora de Pessoas, Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da B3, em webinar promovido pela Great Place to Work Brasil.

Por exemplo: o fator E (ambiental) diz respeito a como uma empresa impacta o meio ambiente. Compreende suas emissões de gases, o uso eficiente de recursos naturais no processo, como fazem logística, logística reversa, gestão de energia, como tratam seus resíduos, etc. 

Dentro do aspecto S (social), avalia-se a relação da empresa com seus colaboradores, por meio de políticas e relações trabalhistas, além de clientes e sociedade. Por exemplo: qual o impacto dessa empresa na comunidade, como faz a gestão de capital humano, como garante o equilíbrio de interesses, geração de emprego e renda, entre outros aspectos, incluindo os relacionados à diversidade, inclusão e envolvimento dos funcionários.

E o quesito G (governança) diz respeito às políticas de gestão da companhia, desde o conselho até políticas anticorrupção. Trata-se dos mecanismos tradicionais de governança corporativa, defesa dos interesses e direitos de seus acionistas de longo prazo, manter um conselho com bom funcionamento, ter políticas bem projetadas de remuneração de executivos e de prevenção de práticas ilegais, como fraude e suborno (compliance). Ou seja, é crescente a preocupação com a transparência e honestidade nos negócios.

Ser ESG, o que significa?

  • E – Proteger os recursos naturais;
  • S – Engajamento social – diversidade e redução das desigualdades;
  • G – Lisura dos processos administrativos – independência do conselho de administração garantindo o impedimento da corrupção, discriminação e assedio.
Ser ESG o que significa

Empresariado, COP26 e ESG

O recado na COP26 foi claro: não se pode mais discutir questões importantes no âmbito global sem considerar vozes plurais, a diversidade e as questões ambientais.

Essa missão é de governos, mas também de todos os atores sociais, incluindo corporações, sejam elas grandes ou pequenas, e toda a sociedade civil. Além de líderes mundiais, as empresas também se voltam para o comprometimento global para a redução de emissões de carbono no planeta. 

Em nota, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), declarou: “A pressão do setor empresarial, que se posicionou de maneira contundente nesta COP – reunindo em um posicionamento 119 CEOs e 14 instituições do setor privado em torno dos principais pontos da pauta -, junto à expressiva participação da sociedade civil, academia, ambientalistas, indígenas e jovens, produziu resultados positivos”.

“O setor empresarial está agindo. O desmatamento é o nosso elefante na sala, já que representa 44% das emissões de gases de efeito estufa do país, sendo que mais de 90% deste total são provenientes de atividades ilegais”, ressalta Marina Grossi, presidente do CEBDS, uma associação civil que reúne cerca de 80 dos maiores grupos empresariais do país, responsáveis por 47% do PIB brasileiro e 1,1 milhão de empregos.

Em evento paralelo à COP26, organizado pela Rede Brasil do Pacto Global, quatro CEOs da Klabin, Movida, Eldorado e Neoenergia ouviram de jovens negros e indígenas demandas de equidade e justiça.

Como se vê, a COP26 também traz à tona importantes pontos de convergência com as decisões tomadas no mundo corporativo. E o mundo corporativo, por sua vez, está se esforçando para integrar sua cultura ao ESG.

Simulador ESG

Quer entender qual o grau de adequação de sua empresa aos indicadores ESG? Acesse o link, responda o questionário e obterá uma pontuação nos quesitos Ambiental, Social e Governança. http://www.excellence-esg.com/Home/SimuladorESG

Saiba Mais!

Automatização Financeira

Automatização Financeira - TD

Transformação Digital Financeira: hora de incorporar a cultura das fintechs.

Todo gestor reconhece, seja qual for o porte da organização onde atua: incluir a transformação digital financeira como parte do planejamento estratégico pode representar oportunidades de crescimento ou, no pior cenário, a sobrevivência do negócio. Caso isso ainda não tenha ficado claro, esqueça por um momento os desafios de sua empresa e preste atenção no smartphone.

Agora responda: quanto da sua vida financeira está organizada nele?

Mesmo antes da pandemia, um estudo realizado pela consultoria IDC já indicava que seis em cada 10 brasileiros das classes A, B e C utilizavam meios de pagamento digitais, como PayPal ou PagSeguro. A necessidade em manter o distanciamento social, adotar o trabalho remoto, entre outras mudanças no comportamento do consumidor, acelerou o desenvolvimento de soluções tecnológicas no setor financeiro – as fintechs.

Em outras palavras: na prática, qualquer cliente insatisfeito com os serviços oferecidos pelo seu banco pode optar por abrir outra conta, em qualquer outra instituição, sem sair de casa e usando aplicativos.

Mas qual a relação entre a experiência cotidiana de um consumidor e a transformação digital das organizações? Adotar esse posicionamento vai além da digitalização de informações visando a automatização financeira e de outras áreas. É, antes de tudo, uma revisão cultural, que considera a jornada com o olhar do cliente, interno e externo, cada vez mais exigente.

Evolução do setor financeiro: a lição do Pix

É o caso dos serviços financeiros. Instituições deste segmento conciliam, há bastante tempo, investimento em tecnologia e uma visão centrada no consumidor. Parte desse movimento é consequência da regulamentação de fintechs de pagamento e crédito, ampliação dos canais digitais para atendimento, uso e compartilhamento de dados e informações financeiras entre instituições (open banking), entre outras iniciativas estimuladas pelo Banco Central.

“Temos um sistema financeiro dos mais modernos do mundo e que, todos os anos, faz grandes investimentos em tecnologia. Esse processo viabiliza novos modelos de negócio, mais leves e que, portanto, podem facilitar a inclusão financeira. Os bancos digitais e algumas instituições de pagamento, por exemplo, têm demonstrado capacidade de alcançar populações que antes não tinham acesso a serviços financeiro”, celebra o economista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em entrevista ao site noomis.

A maior demonstração desse impacto é o sistema de pagamentos instantâneo – ou Pix, como foi nomeado pelo BC. Lançado em novembro de 2020, a modalidade já representava 78% das transações bancárias realizadas no Brasil após dois meses. Em outubro de 2021, estimou-se em 40 milhões o número de pessoas que já realizaram alguma transação por meio do Pix. É um volume de usuário jamais alcançado com nenhum outro meio de pagamento digital.

Como levar a mesma cultura que proporcionou esta evolução acelerada dentro das organizações? Se as barreiras de relacionamento entre consumidores e serviços financeiros vêm caindo, ainda há uma jornada extensa a ser percorrida internamente, na rotina de gestores e equipes de um departamento financeiro. Uma pesquisa conduzida pela Ernst & Young (EY) aponta que, embora 92% dos líderes financeiros já tenham estabelecido as bases para ações de digitalização, apenas 11% delas entendem que estão em um estágio avançado.

Tecnologias digitais e prioridades na automatização financeira

O mesmo relatório da EY revela quais são as prioridades para automatização financeira e seu aprimoramento: em sua grande maioria, estão as tarefas repetitivas do dia-a-dia contábil, como gerenciamento de relatórios e demonstrativos de fechamento.

Um bom exemplo para evidenciar a importância da automatização de processos financeiros repetitivos é a emissão de notas fiscais. Documentos que registram transações envolvendo produtos e serviços (NFe ou NFSe), registrando o recolhimento de ICMS, ISS ou IPI, ou que comprovam origem e autorizam o transporte de cargas (CTe). No mercado de e-commerce brasileiro, não há como competir e sobreviver sem um fluxo ágil, totalmente automatizado, normalmente apoiadas por startups que se debruçam em escrituração digital.

Enquanto procuram entender quais são seus desafios, também é crucial identificar quais tecnologias podem alicerçar soluções. A consultoria norte-americana McKinsey identificou as áreas de tecnologia mais aderentes ao uso em finanças:

  • Reconciliação de dados para garantir acesso a informações estruturadas por meio de dashboards;
  • Automatização financeira e robótica para melhorar processos e substituir tarefas humanas;
  • Análises avançadas para acelerar o suporte à decisão.

O que fazer com os sistemas internos?

Este costuma ser o primeiro passo no processo de digitalização e viabilidade de processos: um inventário das principais tarefas e ferramentas da empresa. 

É possível investir em soluções em qualquer área, depende das necessidades e capacidades da organização. Ao contrário das empresas nativas digitais, o principal desafio está na massa de sistemas internos, plataformas e bancos de dados as vezes obsoletos, mas que seguem em uso.

Esses sistemas não foram desenhados para dar foco em dados, mas sim desempenhar funções específicas: gestão de pagamentos e recebimento, fluxo de caixa, controle fiscal, orçamento, contratos, etc. Como consequência, informações financeiras cruciais são coletadas por meio de sistemas diferentes e armazenados em silos. Sem a preocupação com a estruturação e padronização de fluxos, frequentemente os formatos de dados não são compatíveis ou simplesmente não são acessíveis.

Já existem tecnologias disponíveis para automatizar coleta, conexões e análise de sistemas internos, além de estender sua vida útil por meio de soluções que priorizem sua conectividade e segurança. Dados estruturados e acessíveis convidam a modelagem de processos capazes de serem realizados sem intervenção humana, incluindo a geração de relatórios padronizados.

Nesse contexto, ferramentas para automação robótica de processos (RPA) avançaram de forma a serem implementadas em áreas distintas. Organizações com uma base de clientes muito grande ou com necessidade em escalar o negócio podem avaliar o uso de recursos baseados em chatbots para coletar e tratar informações comportamentais de seus clientes.

Após uma análise de oportunidades de reconciliação dos dados e automatização financeira, é possível implantar um ou mais projetos piloto, em escala reduzida, cada um com foco em uma tarefa crítica. Avalie: quanto tempo sua empresa leva para coletar e organizar dados em demonstrativos e painéis de controle?

Análises avançadas e entrega de valor

Na transformação digital financeira em uma organização, o primeiro passo está relacionado às ferramentas, técnicas e processos apoiados em uma infraestrutura escalável, flexível e capaz de oferecer boa performance, ganho em produtividade, gerenciamento de dados, clareza nos indicadores de desempenho e redução de erros.

O passo seguinte é fazer com que a unidade financeira da organização se torne um parceiro estratégico do negócio, capaz de oferecer insights ou suporte à tomada de decisão em tempo real. Essa é uma das razões mais evidentes para ganhar tempo em processos rotineiros.

Soluções baseadas em machine learning e inteligência artificial podem extrair dados de negócio e compreender os melhores cenários para a administração de recursos, bem como o reconhecimento de brechas e oportunidades de negócio: dados de vendas, pedidos, cadeia logística, otimização de preços, identificação de clientes inadimplentes, prevenção de fraudes, entre outras discussões táticas.

Mexa-se antes do seu concorrente

Para que a transformação digital financeira seja realista, não basta contratar a melhor tecnologia emergente: faz sentido incorporar práticas centradas no usuário, como se vê nas fintechs. Durante uma palestra em 2014, Bob Herbold, ex-COO da Microsoft, já indicava o valor da transformação digital financeira ao recuperar histórias de empresas expulsas do mercado por conta da inovação. “Quando empresas bem sucedidas precisam mudar? O tempo todo. Olhe ao seu redor. Encare a realidade. Mergulhe em novas ideias e veja o que elas podem representar.”

Digitalizar informações e dissecá-las em planilhas e bancos de dados é a parte mais fácil. Ainda que práticas antiquadas estejam funcionando, são grandes as chances delas se tornarem obsoletas rapidamente. É como disse Bob Herbold: repense as suas práticas antes que seu concorrente faça isso por você.

Quality Way

A Quality Way tem um Programa completo de Automatização Financeira. Fale com a gente!

Adequação LGPD no Setor de Plásticos e Borrachas

Adequação LGPD - Kanaflex

A Empresa

Multinacional do setor de alcoolquímica, borrachas e plásticos, com quase 50 anos no mercado brasileiro. Atua com 18 unidades fabris distribuídas em 5 países.

Objetivos do Projeto

Garantir mais segurança, privacidade e transparência no uso de informações pessoais na empresa e estar em conformidade com a nova lei 13.709 (Lei Geral de Proteção de Dados).

Principais Desafios

  • Baixo conhecimento sobre o tema por parte das equipes e de seus impactos para o negócio;
  • Organização com pouca maturidade em processos e tecnologias;
  • Baixa cultura em privacidade de dados;
  • Necessidade de maior investimento em segurança da informação e infraestrutura;
  • Adequação a LGPD inicialmente pela exigência da lei e não pelo entendimento que os controles são cruciais para a Governança Corporativa e para a continuidade do negócio.

Assessment - O ponto inicial

O assessment, composto por entrevistas com os diversos usuários de dados para mapeamento dos processos e do trânsito das informações dos dados pessoais e sensíveis (data mapping), diagnóstico e elaboração do plano de ação com as atividades, responsáveis, prazos e contingências, foi finalizado em 8 semanas.

O principal resultado mostrou que a empresa possuía um risco baixo/médio em termos de proteção e privacidade de dados pessoais, especialmente devido ao seu modelo de negócio, que foca em sua totalidade em uma relação “Business to Business”, portanto com um relacionamento quase inexistente com clientes pessoas físicas. Porém, existia uma preocupação com o ambiente interno, com os dados de funcionários e principalmente em relação à segurança da informação e tecnologias que suportavam o ambiente.

Políticas, controles e processos implementados relacionados à segurança da informação eram praticamente inexistentes.

Entregáveis na fase do Assessment

  • Assessment personalizado, ou seja, baseado não apenas na LGPD, mas sim, observando vários itens do negócio que poderiam ser ajustados. Análise ampla, gerando recomendações em outras áreas;
  • Data Mapping com o tratamento e ciclo de vida dos dados pessoais;
Adequação LGPD setor plásticos
  • Plano de ação com recomendações de implementação – 43 atividades para efetivação da adequação;
Adequação LGPD - cronograma
  • Diagrama de contexto da empresa – visão global dos processos e interdependências.
Adequação LGPD - Grafico

Processo de Adequação

O processo de adequação visa implementar as ações estabelecidas no plano gerado pelo assessment. Nele, não só a empresa atua ou tem atribuições, mas a consultoria também.

As 43 atividades descritas no plano referiam-se a:

  • elaboração ou revisão de políticas;
  • ajustes em processos;
  • elaboração de manuais e treinamento sobre os processos, políticas e procedimentos que estavam sendo implementados e deveriam fazer parte da rotina diária dos usuários.

Este processo de adequação durou cerca de 6 meses. De fato, em termos de procedimentos e atividades não seria necessário todo este tempo, mas em termos de mudança e sedimentação da nova cultura dentro da empresa foi o melhor caminho a seguir.

Foi uma implementação paulatina, garantindo o engajamento, entendimento das dúvidas, dificuldades das pessoas, um tempo para digerir a mudança e os novos processos.

A adequação é um processo contínuo de observação e adequações à lei com ajustes permanentes.

Palavra de Consultor

A empresa com um ambiente e cultura mais reservado, possuía pouco conhecimento em privacidade de dados, processos e tecnologia, mas estavam bem focados em atender à legislação e estar em conformidade com a LGPD. 

A expectativa com o projeto, além de atender aos requisitos da lei, era que iniciássemos o processo de criação de cultura e amadurecimento de privacidade na empresa.

Também esperam desenvolver um modelo de negócio mais focado em processos, talvez o projeto da LGPD possa ser o início de uma transformação um pouco mais ampla no ambiente e cultura da empresa, propiciando crescimento em produtividade, qualificação das pessoas e atualização em termos das melhores práticas dos negócios vigente.

Atualização LGPD – Notícias Recentes

Atualização LGPD - Fique por dentro

Autoridade Nacional de Proteção de Dados lança novo guia orientativo.

Conheça essa e outras iniciativas para auxiliar empresas na adequação à LGPD; saiba por onde começar, como a tecnologia pode ajudá-lo e quais os ganhos.

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709), conhecida como LGPD, ainda permanece um terreno arenoso para muitas organizações, principalmente as pequenas e médias. Segundo uma pesquisa da empresa de software Capterra, apenas 37% das empresas estão totalmente adaptadas à lei. 

Após 2 anos de promulgação da LGPD, esse número soa como um sinal de alerta para a necessidade de apoiar os agentes de tratamento, no caso, o controlador e o operador de dados pessoais. 

O momento é de adaptação cultural à Lei, que traz ganhos para toda a sociedade, pois faz com que as empresas tratem os dados pessoais aos quais tem acesso de forma ética, responsável e não discriminatória.

De olho na adequação de micro e pequenas empresas à LGPD, em setembro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Comissão Especial de Proteção de Dados, promoveu um webinar para debater os desafios da proteção de dados neste segmento de empresas.

Na abertura do evento “Maratona LGPD: Os Desafios na Proteção de Dados Pessoais”, realizado em parceria com o Sebrae, o diretor-presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Ortunho, destacou que os pequenos negócios receberam atenção especial com a previsão de flexibilização da lei desde o decreto. 

É uma preocupação não tumultuar o cenário das empresas brasileiras, em especial das micro e pequenas empresas e startups, que são importantíssimas para o Brasil, que não teriam como arcar com as mesmas regras como uma Big Data”, pontuou Ortunho.

Guia orientativo de segurança da informação

Foi justamente para auxiliar os agentes de tratamento de pequeno porte a fazerem adequações das empresas à LGPD, que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados lançou neste mês de outubro o Guia Orientativo de Segurança da Informação para Agentes de Pequeno Porte

Voltado aos agentes, que em função de seu tamanho não possuem pessoas especializadas em segurança da informação no seu quadro de funcionários, o Guia apresenta medidas administrativas e técnicas de segurança da informação.

Além disso, traz medidas relacionadas ao uso de dispositivos móveis, como smartphones e laptops, e ao serviço de nuvem, que inclui servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e inteligência, pela Internet.

O Guia traz ainda, um checklist que facilita a visualização das sugestões que serão adotadas, com o objetivo de proteger os dados pessoais sob a guarda dos agentes. A lista serve para uso interno das organizações e torna objetivas e palpáveis as providências a serem tomadas. 

Em maio deste ano, a ANPD já havia publicado um primeiro documento, o Guia Orientativo para Definições dos Agentes de Tratamento de Dados Pessoais e do Encarregado. 

Esse Guia explica quem pode exercer a função do controlador, do operador e do encarregado; as definições legais; os respectivos regimes de responsabilidade; casos concretos que exemplificam as explicações da ANPD e as perguntas frequentes. 

Ele auxilia a dirimir as principais dúvidas sobre o tema e estabelecer diretrizes relativas aos agentes de tratamento. E explica quem são os atores da Lei, aqueles que fazem parte do processo de tratamento de dados, e suas atribuições.

“Esses dois guias da ANPD são muito relevantes porque eles simplificam o entendimento e procedimentos que às vezes são vendidos como algo quase inalcançável”, afirma Alice Ferreira, fundadora e professora do método GPS LGPD, para Consultoria em Privacidade e Proteção de Dados.

Adequação e Sanções

“Quando a Autoridade Nacional de Proteção de Dados oferece um checklist que possibilita sua empresa verificar o que tem controle de acesso, o que tem monitoramento, há quanto tempo você faz a revisão das suas redes, a empresa já está caminhando para uma adequação. E essa é uma ação efetiva da transmissão cultural e de educação das empresas”, afirma Alice. 

Toda essa preocupação tem um motivo: as sanções para quem violar os direitos dos titulares de dados e as obrigações para quem coleta e trata registros entraram em vigor a partir de 1º de agosto deste ano. 

As sanções vão desde advertências com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas, até multas de R$ 50 milhões de reais para órgãos públicos e empresas físicas ou virtuais que descumprirem as normas de proteção de dados pessoais.

Porém, a própria ANPD considerou que nesse primeiro momento é tempo de fazer uma transição educacional. A medida se justifica. “Ainda que a lei tivesse o período de vacatio legis, que foi de dois anos, de quando ela foi sancionada até começar a valer, não houve nenhuma iniciativa governamental para educar as empresas”, ressalta Alice. 

Esse tema também foi tratado durante o evento da OAB em parceria com o Sebrae. Waldemar Ortunho ressaltou o viés educativo da atuação da ANPD na aplicação da lei, no que diz respeito às sanções previstas. 

“Nós temos ideias de sanções educativas e queremos atuar junto do mercado de uma forma mais moderna. Para isso estamos trabalhando dessa forma responsiva, chamamos o regulado e vemos o que é melhor para o titular dos dados, dando prazo para que a empresa se adeque à norma”, afirmou Ortunho.
Segundo o cronograma de trabalho da ANPD, o período até o final de 2021 será dedicado à educação.

O que "pega" nas empresas

Esse viés educativo da ANPD é fundamental para as empresas terem tempo de incorporar a segurança da informação à sua cultura corporativa.
Segundo Fábio Betolino, Gerente Comercial da Quality Way, são muitas as dificuldades das empresas na adequação de suas operações à LGPD. 

E ele lista algumas delas: desconhecimento sobre o tema e de seus impactos para o negócio, falta de organização baseada em processos e tecnologia, baixa ou inexistente cultura em privacidade de dados, necessidade de investir em segurança da informação e profissionais qualificados para o tema e adequação a LGPD por obrigação e não por entender que os controles são cruciais para a governança corporativa e para a continuidade do negócio.

A especialista Alice Ferreira aponta ainda a dificuldade de engajar os colaboradores no processo de adequação. O problema é que, enquanto os colaboradores não entenderem realmente a relevância da segurança de dados, o processo não funciona. “Enquanto o consultor está indo lá, as pessoas estão respeitando. Daqui a seis meses, quando se encerra o projeto de consultoria, todo mundo volta a trabalhar do mesmo jeito”, lamenta Alice.

Consulta pública prevê procedimentos simplificados para pequenas empresas

Outra ação recente no entorno da LGPD foi a consulta pública realizada pela APND e encerrada em 14 de outubro. 

Ela reuniu contribuições para estabelecer a adoção de procedimentos simplificados e diferenciados de aplicação da LGPD para startups, microempresas e empresas de pequeno porte. 

Até o fechamento deste artigo, a ANPD ainda não havia divulgado o resultado. Mas já é possível ter boas expectativas. “O que a gente espera dessa consulta pública é que se criem parâmetros concisos de exoneração da indicação de encarregado de dados, que tem que contemplar faturamento e quantidade de titulares”, afirma Alice. 

A especialista explica ainda que é necessário ter essa balança para poder encaixar em cada perfil de empresa. Uma startup às vezes pode faturar na casa dos milhões e tratar dados num volume extremamente gigantesco. 

“Mas se a LGPD estabelece a simplificação da indicação de encarregado de dados de acordo com o faturamento ou o volume de dados, aí já se consegue dizer quem está isento de fazer uma indicação de encarregado. Porque o encarregado, querendo ou não, é um ônus econômico constante para a empresa”, diz a advogada. 

Segundo Alice, dois dos segmentos de empresas que têm tido mais dificuldade na adequação da LGPD são o e-commerce e os infoprodutores. Isso porque muitas plataformas que fazem hospedagem em sites de vendas ainda não são tão transparentes quanto à LGPD. 

“E-commerce e infoprodutores ainda não têm muita clareza do que a sua hospedagem garante de segurança, e estão um pouco assustados”, afirma.
Por sua vez, as empresas que hospedam os negócios precisam dar transparência. Se eles não garantem segurança, sua empresa não pode garantir.

Sua empresa quer se adequar. Ok, mas, por onde começar?

Há um problema recorrente nas empresas: elas evitam procurar um consultor, protelam o processo de adequação e evitam até mesmo buscar informação, o que é um erro. 

“Ela sabe que quando começa a trabalhar com isso, vai ter que nomear alguém, e isso significa mais um encargo mensal. Deixa para depois, porque agora não tem como pensar nisso, acaba fugindo até onde consegue, ao invés de já procurar orientação”, diz Alice Ferreira.

A primeira coisa a fazer é ver onde estão os dados pessoais e entender qual é o processo de entrada e saída desses dados, para fazer a cadeia de tratamento. 

Depois, é preciso treinar a equipe, porque não dá para iniciar um projeto de adequação sem equipe treinada para fazer acontecer. É gastar dinheiro.
Sua empresa não terá como fugir dos domínios da LGPD. Sua adequação será questão de tempo. Afinal, toda empresa está sujeita a fazer o tratamento dos dados.
 

Desde o momento em que você recebe um currículo para fazer um processo de seleção, alguém vai receber o currículo e irá tratar dados. 

Quem vai avaliar os candidatos, está tratando dados. Quem vai depois assinar a carteira, está tratando dados. Só aí você tem um procedimento de entrada e saída de dados que precisa ser tratado. Depois você trata os dados dos funcionários e os compartilha com o contador, com o banco, com o plano de saúde.
Armazena dados previdenciários pelo período que a lei determina. Além disso, tem os dados de cliente, dados de entrada e saída de visitantes na portaria, tudo isso são dados pessoais, sujeitos à LGPD. 

Entendendo o “caminho da informação”, você passa a entender qual é a extensão das informações de pessoas, ou seja, nome e CPF. E, portanto, você começa a estabelecer as seguranças legais e os pontos de melhoria.

Soluções para a adequação

Já existem muitos recursos para auxiliar as empresas nessa conformidade. Do ponto de vista de processos e da tecnologia, a Quality Way oferece as seguintes soluções para adequação das empresas à LGPD: 

  • Avaliação contextual do negócio, seus riscos e suas peculiaridades
  • Assessment personalizado adequado às necessidades e condições de cada cliente
  • Diagnóstico de Segurança da Informação e Privacidade de Dados (Focado nas normas ISO 27001, 27002, 27701) e outras normas de referência (ISO-28500 – Governança, ISO-31000 – Riscos Corporativos, ISO-22301 – Continuidade, ISO-27005 – Risco SI)
  • Mapeamento de Dados (Data Mapping)
  • Relatório Geral de Processamento e Plano de Ação customizado
  • Estruturação dos processos relativos a dados pessoais
  • Treinamento e conscientização sobre a LGPD
  • Manutenção (DPO as a Service)

“Busque informação, independente se você está disponível para fazer investimento em processo de adequação ou não. Comece buscando informação, porque quanto mais você souber sobre a Lei, mais você vai observar os próprios processos internos”, recomenda Alice. 

“Muita gente não busca informação achando que precisam tirar 20% do faturamento anual da empresa para isso. E eu vejo empresas que já buscaram informação e conseguem contratar com mais segurança o profissional porque ela já sabe que não vai ser enganada”, complementa.

Quais os benefícios para a empresa e para a sociedade?

Para Fábio Bertolino, a LGPD traz muitos ganhos para as empresas, entre eles maior governança e controle corporativo, maior segurança sobre os ativos da empresa e melhora da imagem perante ao mercado e sociedade.

“As empresas demonstram preocupação com questões de qualidade, governança corporativa, social, ambiental e sustentabilidade (ESG)”, afirma.
Ganham as empresas, ganha toda a sociedade, pontua Alice. Não importa se todos os nossos dados pessoais já estão circulando na internet. Geralmente estão. 

“Para o cidadão, o maior ganho é a gente de fato saber o que aquela empresa faz com nossos dados. Se aquela empresa está me tratando de forma ética ou discriminatória e se não está compartilhando as minhas informações.”

LGPD Adequação

Adequação LGPD Quality Way

A Quality Way tem auxiliado empresas de diversos setores com assessment e adequação aos novas regras da norma LGPD. Além disso, utilizamos a plataforma BE Compliance que garante maior controle, agilidade e transparência para todo o processo de manutenção ligado a lei e sua prestação de contas. 

Transformação Digital no RH – Estratégia Competitiva!

Transformação Digital no RH

O que a transformação digital no RH pode fazer pela área.

Nada tira mais o sono e a energia dos gestores de RH do que os processos manuais e a morosidade que ainda persiste nas áreas de recursos humanos das empresas. Mais do que tirar o sono, esses aspectos analógicos minam a produtividade e a competitividade das organizações. 

Segundo o relatório de tendências em RH, da Docusign, processos desatualizados e árduos atrasam várias funções de RH. Para chegar a esse cenário, a Docusign pesquisou 1.068 tomadores de decisão de RH durante 2020 (informações totalmente pertinentes nos dias atuais), de dez países distribuídos por cinco continentes.

Sob uma perspectiva global, quando questionados sobre quais áreas específicas mais os atrasam, as equipes de RH apontam a papelada manual (44%), a revisão e esclarecimento de respostas de funcionários (33%), a entrada de dados (31%) e a obtenção de assinaturas (31%) como alguns dos principais culpados.
Dentre as empresas brasileiras, os entrevistados destacaram a papelada manual (44%), a revisão e esclarecimento de respostas de funcionários (38%), revisão de riscos e conformidade (35%) e a entrada de dados (32%), aponta o relatório.

Tecnologias no RH

Fonte: relatório de tendências em RH, da Docusign

“Durante a admissão, por exemplo, um funcionário novo fala em média com seis pessoas diferentes dentro da empresa, antes de conseguir começar a trabalhar”, afirma Marcelo Nóbrega, executivo de recursos humanos e investidor de HR Techs.

“Isso pode até ser ótimo como experiência para o funcionário, mas é um problema para as empresas”, pondera o especialista. 

Segundo a pesquisa “Tendências Globais de Capital Humano”, de 2019, da Deloitte, realizada com 10 mil líderes de RH, 73% deles consideram a temática RH Digital como algo importante ou muito importante. 

O levantamento também indica que 56% das empresas estão redesenhando seus programas de RH para aproveitar melhor as ferramentas digitais.

Tecnologias digitais para quase todos os processo de RH

Há muito por fazer e há oportunidades que ainda não foram devidamente abraçadas pela área, mas que podem ajudar as empresas a sair do estágio atual. Existem tecnologia digitais para melhorar praticamente todos os processos de RH e promover mudanças significativas relacionadas à gestão de pessoas. 

Para Luiz Drouet, a transformação digital no RH tem facilitado a atuação das equipes de duas formas: 1) Digitalizando e automatizando processos burocráticos, que reduzem o esforço operacional e aumentam a agilidade e qualidade das entregas; 2) Trazendo mais dados e inteligência para a tomada de decisões envolvendo pessoas, como a prática do people analytics, por exemplo, na qual a análise dos dados tira a subjetividade da discussão sobre pessoas e contribui com análise de períodos anteriores, atuais e inclusive com projeções do futuro.

Dentre os processos burocráticos do RH, a contratação e a integração estão prontas para a automação. Pelo menos é o que revela o relatório da Docusign.
Quase metade das entrevistadas diz que a contratação tem a prioridade mais alta para automação, seguida pela integração (44% no total, 61% no Brasil), que envolve acionar automaticamente a preparação para inscrição, folha de pagamento e outras funções.

O planejamento de desempenho, que consiste em um cronograma gerado automaticamente para rastrear e organizar as avaliações dos funcionários, completa as três principais prioridades para automação na escala global. 

Porém, nesse último aspecto, empresas brasileiras indicam que a terceira prioridade em território brasileiro é atribuída em empate aos processos de promoções, demissões e dispensas.

Benefícios

Com a transformação digital no RH este passa a trabalhar de maneira mais estratégica. Tarefas como a análise de dados, definição de objetivos e novas estratégias para o futuro, além das atividades repetitivas – como parte dos processos de recrutamento e seleção, por exemplo – passam a ser automatizadas. Além do mais, processos complexos de responsabilidade do RH passam a ser mais precisos com a transformação digital na área. 

“Com a diminuição de erros e da ocorrência de problemas, toda a empresa ganha, já que o clima de trabalho tende a melhorar e, consequentemente, eleva-se o engajamento dos profissionais na realização de suas tarefas”, afirma José Carlos Figueira, diretor da Energy People, empresa provedora de serviços que abrange todas as funções estratégicas e operacionais de RH.

“O RH vive muito no dia a dia, apagando incêndios, e às vezes é o patinho feio das empresas, que recebe os últimos investimentos. Falta visão de negócio, planejamento de atividades, padronização, rotina e sistemas”, diz Marcelo Nóbrega. 

Para José Carlos, quando o RH passa a trabalhar com dados mais precisos, a tomada de decisão se torna mais assertiva e os recursos são alocados de maneira estratégica. 

Não por acaso, quando se fala de Recursos Humanos, estamos colocando as pessoas no centro do processo. Afinal, não se faz transformação digital sem o envolvimento das pessoas e sem que elas se sintam reconhecidas e integradas ao processo. 

Segundo o relatório da Docusign, melhorar a satisfação dos funcionários liderou entre as prioridades (60%), seguida do desenvolvimento de talentos (56%), adoção de novas tecnologias (53%) e atração de talentos (51%).

Por outro lado, como usuários das tecnologias digitais, os profissionais também precisam estar atentos à movimentação da empresa. “A transformação digital no RH exige preparo por parte dos colaboradores e cria uma série de oportunidades interessantes de carreira”, diz José Carlos.

Acelerando o RH!

O diretor da ABRH-SP, Luiz Drouet, afirma que é difícil encontrar uma área do RH que não conte com uma solução tecnológica e, ainda que essas soluções envolvam investimentos, a boa notícia é que elas vêm se tornando cada vez mais acessíveis também para pequenas e médias empresas.

“No centro dessa transformação estão principalmente a internet das coisas, a armazenagem em nuvem e a inteligência artificial”, explica Marcelo Nóbrega.
“A internet das coisas permite que a gente colete uma imensidão de dados, que estarão armazenados na nuvem e que serão mais facilmente processados pela inteligência artificial. Os dados nos dão informação para tomarmos decisões mais inteligentes”, diz o especialista. 

Marcelo afirma ainda, que as tecnologias digitais no RH estão disponíveis para fazer recrutamento e seleção, ajudar a escolher os melhores candidatos, fazer o onboarding de novos candidatos, fazer a gestão de desempenho, assessment, treinamento, enfim, um cardápio ilimitado de possibilidades de melhoria e agilidade de processos.

A tecnologia pode ajudar a medir engajamento, controle de ponto com reconhecimento facial e admissão de funcionários com todas as etapas eletrônicas: o próprio funcionário tira foto dos seus documentos, sobe na nuvem, o sistema faz a checagem e ele só entra na folha se estiver tudo certinho”, conta. Isso elimina um trabalho operacional brutal, e o mesmo ocorre na demissão de pessoas. A tecnologia apoia ainda na gestão de cultura do engajamento do funcionário. 

O reconhecimento facial pode ser utilizado, por exemplo, para pesquisa de clima. “Isso significa que as pessoas não vão responder à pesquisa em um determinado dia. Mas através de reconhecimento facial eu consigo ter o diagnóstico de clima de forma instantânea, por meio da captação das emoções dos funcionários, num determinado momento”, afirma Marcelo. Ou seja, a pesquisa de clima passa a ser instantânea e pode dar resposta em tempo real.

Desafios e a necessária Transformação Digital no RH

Com as mudanças recentes no mundo do trabalho, aceleradas pela pandemia, o RH está diante de alguns desafios, e deve contar com a tecnologia como aliada para lidar com eles, como explica Marcelo Nóbrega. 

Um deles é ter que lidar com a longevidade das pessoas, que faz com que o ambiente de trabalho seja diverso, em termos geracionais e culturais.
Outro desafio é o uso da tecnologia para trabalhar de qualquer lugar, algo que está impactando profundamente a cultura das empresas. As baias deram lugar à casa das pessoas, e foi a tecnologia que permitiu isso. 

Outra mudança no mundo do trabalho diz respeito ao crescimento da gig economy, economia alternativa que consiste em projetos temporários e, nos Estados Unidos, já representa entre 30% e 40% da força de trabalho. 

Tudo isso impacta profundamente a cultura das empresas e o employee experience, ou seja, o fato de ter o colaborador como foco central das decisões tomadas pelos Recursos Humanos. 

Isso porque, se o empregado não vai mais todos os dias para o mesmo local de trabalho, as tecnologias digitais no RH podem ajudar a trazer a cultura organizacional para o dia a dia dos colaboradores

Graças à tecnologia e ao trabalho remoto, também é possível contratar pessoas de qualquer lugar do mundo. É o fim das barreiras geográficas, e isso dá às empresas maior poder de escolha e assertividade em função do perfil e do projeto. 

“Duas a cada cinco organizações citam como tendências principais: a necessidade do uso de tecnologia moderna para atrair as gerações de trabalhadores mais jovens e de agilidade na contratação, bem como o preenchimento das lacunas de competências na força de trabalho.”
Fonte: relatório de tendências em RH, da Docusign

People Analytics

A ideia de big data, decorrente do conceito de People Analytics, promove a coleta e análise de dados voltada para a gestão de pessoas nas empresas.
“People Analytics pode ser usado para dados de rotatividade, absenteísmo, utilização do plano de saúde, avaliação de performance, horário de chegada, engajamento, turnover e uma série de outras informações que revelam os desafios e dilemas das empresas”, acredita Marcelo Nóbrega. 

Aos poucos se adaptando aos efeitos da pandemia e retomando a nova normalidade, gestores de RH devem encarar o novo e híbrido mundo do trabalho. Não restam dúvidas de que essa adaptação passa obrigatoriamente pela inserção da tecnologia que possibilita às equipes de RH atingirem suas metas. 

A tecnologia será fundamental para atingir as metas de RH, tanto no curto como no longo prazo. As equipes já estão buscando tecnologia para economizar tempo (57%), reduzir erros (55%), melhorar a experiência dos funcionários (51%) e resolver outros problemas.

Fonte: relatório de tendências em RH, da Docusign

Quality Way

A Quality Way tem grande expertise no mapeamento dos processos e implantação de tecnologias para áreas de Recursos Humanos, por isso criou um Programa de Aceleração Digital para o RH, além de plataformas para Seleção e Contratação, Admissão Digital e Portal de Relacionamento com os Funcionários que agiliza e torna mais transparente a interface entre colaboradores e o RH. Quer saber mais a respeito? Fale conosco!

Assista ao Webinar sobre a Transformação Digital no RH em https://www.youtube.com/watch?v=bGKaUw73tgA&t=47s

Transformação Digital e a Construção Civil

TD na Construção Civil

A Construção Civil se abre para a Transformação Digital!

Um dos setores que mais cresce no Brasil tem ainda muito o que fazer em termos do uso da tecnologia para resolver problemas, dos mais simples aos mais complexos.

“Segundo pesquisas da McKinsey & Company e de especialistas em produtividade de capital, a construção civil investiu pouco em tecnologia ou digitalização nos últimos anos. Isso é apontado como o principal motivo para o mercado brasileiro continuar operando da mesma maneira que atuava nos anos 1940”, afirma Sonia Keiko, vice-presidente de Novos Negócios e Head de Inovação da Engemon. 

Isso impacta diretamente na produtividade do setor. Kevin Nobels, partner da McKinsey Brasil, disse durante o Workshop Revista M&T 2019 que a produtividade na construção civil brasileira cresceu só 1% nos últimos 20 anos, atrás de países como Zâmbia e da nossa vizinha Argentina. Por produtividade, espera-se construir mais em menor tempo, com custos previsíveis, qualidade e sustentabilidade.

Nossas empresas ainda caminham a passos lentos quando o assunto é inovação e transformação digital. Elas carecem de boas práticas e investimentos para incorporar a cultura digital em seus processos. Isso significa que passou da hora de acertar os passos nesse sentido, e olhar o copo meio cheio, ou seja, com otimismo. As oportunidades são muitas e animadoras.

Há muito a fazer, numa indústria que consegue se manter em alta em meio a uma pandemia e a um cenário de incertezas. Segundo dados do IBGE, divulgados em junho, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre de 2021 cresceu 1,2% comparado com o 4º trimestre de 2020.
No segmento da indústria, os setores que tiveram melhores resultados foram as indústrias extrativas (3,2%) e da construção civil (2,1%). A projeção é que o setor da construção civil feche 2021 com crescimento de 4%.

A tecnologia para virar o jogo

Quando se trata de adoção de tecnologias, a indústria da construção brasileira fica para trás das suas contrapartes estrangeiras, especialmente em big data, inteligência artificial e modelagem 3D. 

Mas há um movimento das companhias brasileiras do setor em direção aos padrões internacionais de construção. É o que aponta o relatório “Digital Transformation: The Future of Connected Construction”, da empresa internacional de pesquisas de mercado IDC, de março de 2020, que analisa os desafios da indústria da construção mundial.

Segundo o relatório, a transformação digital (DX) é uma prioridade para 72% das empresas de construção em todo o mundo, para direcionar mudanças necessárias aos seus processos, modelos de negócios e ecossistemas. 

É por meio do DX que as empresas de construção podem garantir a excelência operacional e o engajamento do cliente de forma eficaz, gerenciamento de riscos, conclusão de projetos dentro do prazo e dentro do orçamento, melhorando a segurança da força de trabalho.

No entanto, 58% dessas empresas ainda estão nos estágios iniciais 1 e 2, numa escala que vai até 5 – de sua DX. E só 13% das empresas estão a caminho de ter sucesso em suas jornadas de DX.

“O desafio de implementar a transformação digital se torna ainda maior quando olhamos para dentro das empresas, pois, assim como a dificuldade de formar novos profissionais com essas habilidades, também há uma grande resistência dos mais experientes em aderir às novas tecnologias, seja pela aceitação da ferramenta ou mesmo pela falta de conhecimento para operá-las”, afirma Sonia Keiko, vice-presidente de Novos Negócios e Head de Inovação da Engemon.
“Essa desconfiança é reforçada pelo fato de que quatro em cada dez companhias não possuem uma área focada em transformação digital ou não realizam ações para preparar seus profissionais para esta mudança de mercado”, complementa a executiva.

Por onde começar a transformação digital

A transformação digital está mais relacionada com a cultura corporativa, do que com a tecnologia em si. Ter as ferramentas não garante às empresas a transformação digital, porque as ferramentas podem estar paradas ou mal utilizadas. É preciso que as empresas invistam na criação de uma cultura digital. 

“Quando falamos de transformação digital, nos referimos a uma transformação nos modelos operacionais e no modelo de gestão das empresas”, afirma Julio Coelho, Diretor Geral da Quality Way. “Devemos entender como a transformação digital se alinha à realidade de mercado das empresas, ao momento estratégico, ao nível de amadurecimento que ela tem e sobretudo à sua cultura. Toda e qualquer transformação que vem de fora e não respeita essas características tende a ser um fracasso”, reforça o executivo. 

Mais do que utilizar ferramentas disponíveis no mercado, as empresas precisam deixar que a cultura digital entre e faça parte dos seus processos e do seu dia a dia. Falar de transformação digital é muito mais do que ir numa prateleira na internet e adquirir uma série de ferramentas, que estão cada vez mais disponíveis, em volume maior e a preço cada vez mais acessível. Isso não é transformação digital. Isso é plugar ferramentas digitais dentro da rotina, processos e operação das empresas. É um bom começo, mas não pode ser só isso.

Julio afirma que, para a transformação digital fazer parte da cultura corporativa, é preciso entender quais são os processos críticos para o negócio da organização, como esses processos operam e como eles podem ser melhorados à luz das novas tecnologias que estão disponíveis. E aí as melhores ferramentas são selecionadas.

A disponibilidade de profissionais qualificados

Na indústria da construção no Brasil, estão em uso recursos como simulações em 3D, drones e alguns softwares de gerenciamento presentes nas construções, mas a carência está na qualificação profissional, com pouca ou quase nenhuma experiência com essas tecnologias. Ainda existem aqueles que apenas conhecem os métodos mais tradicionais e analógicos.

“Com mais aplicações tecnológicas como ferramentas de monitoramento e gerenciamento de recursos, impressão e simulações 3D, soluções de big data e automação, as empresas e projetos alcançarão ganhos significativos em produtividade e irão incentivar mudanças nas grades curriculares das instituições de ensino, reforçando a necessidade de qualificação que o mercado necessita”, diz Sonia Keiko.

A vice-presidente de Novos Negócios e Head de Inovação da Engemon ressalta ainda que há outro pilar importante, que é a criação de uma área especializada em transformação digital dentro da estrutura corporativa, com uma equipe dedicada, para avaliar pontos de melhoria e avanço, bem como a aplicação de novas tecnologias e até a preparação de profissionais para essas novas ferramentas.

Processos digitais disponíveis para a construção civil

Na construção civil, há exemplos de inteligência artificial sendo utilizada para pesquisar novos terrenos para serem adquiridos e gerarem novos empreendimentos. Processo moroso e complexo. A busca de terreno exige análise de documentação e uma série de requisitos legais, interface com os órgãos reguladores, e leva-se muito tempo para encontrar um terreno e analisar se é viável construir um empreendimento nele. 

A inteligência artificial, que tem ajudado a encurtar esse processo de busca de terrenos para construção, também tem colaborado na etapa de repasse, que é quando a incorporadora transfere a dívida do cliente para o banco. “É um momento delicado da operação, porque ao longo da construção, muita coisa pode ter acontecido com o cliente, a ponto de ele não poder pagar. Então existem ferramentas que monitoram isso para que as coisas aconteçam no seu devido tempo e não gerem impacto na construção”, explica Julio.

As ferramentas digitais também proporcionam uma experiência diferente para o cliente. “Uma coisa é o cliente ser atendido por uma Central Telefônica, outra coisa é ele ver em um portal ou aplicativo as diferentes informações sobre a obra, e ser encantado por aquele ambiente digital”, ressalta Julio.
As ferramentas digitais também podem conectar o cliente, desde o lançamento do empreendimento, quando ele foi lá, visitou e decidiu comprar, até o longo período de construção – e isso leva pelo menos 2 anos, e o cliente quer saber como a obra está evoluindo -, até o pós-venda.

BPMS, RPA, BI e Big Data

Num primeiro momento é preciso analisar quais processos analógicos podem ser substituídos pelo processo digital. O BPM (Business Process Management) é uma ferramenta importante para desenhar os processos digitais e possibilitar plugar outras tecnologias, como o RPA (Robotic Process Automation), por exemplo, e com uma característica importante: ela permite integrar todos esses processos com o ERP (Enterprise Resource Planning, ou sistema de gestão integrado). 

O RPA é a robotização de atividades que são manuais, repetitivas e volumosas, que são feitas por um ser humano sem nenhum uso da capacidade analítica.
Há ainda a BI (Business Intelligence), que por meio de um deshboard apresenta dados em tempo real, cria métricas e indicadores, garantindo a manutenção das entregas rotineiras da área nos prazos e níveis de qualidade estabelecidos. É uma forma inteligente de olhar os resultados que agilizam a gestão. 

Com a massa de dados construída com o BI, a big data ajuda a consolidar o processo e prever o que será produzido. São técnicas muito modernas que proporcionam um grande resultado para as empresas. “O que estamos propondo é uma experiência digital completa, que vai desde a busca da construtora pelo terreno, às etapas de incorporação, venda, construção, entrega e pós-venda”, afirma Julio.

Os benefícios da transformação digital para a construção civil

“A transformação digital na construção civil trará benefícios em diversas frentes, como a mitigação de erros, otimização de tempo de processos e redução de gastos. E, para extrair o melhor de cada recurso, é preciso que todos profissionais estejam preparados para o futuro. Quando os investimentos na transformação forem prioridade para as empresas desse segmento, poderemos mudar os modelos de negócios, os ecossistemas e os profissionais automaticamente irão se adaptar e evoluir”, diz Sonia Keiko.

A transformação digital coloca as empresas em outro patamar competitivo. Não só o processo e as rotinas ficam mais ágeis, como os controles também ficam mais eficientes. Há ganhos na agilização das sequências, flexibilização das etapas e possibilidade de alteração do processo. 

“Isso é importantíssimo, num mundo cujos processos têm que mudar o tempo inteiro para atender novas demandas. Em termos de controle e de gestão, as empresas ganham muito mais agilidade e velocidade. E se elas têm mais controle, farão a correção tempestiva, e isso muda o patamar da gestão”, ressalta Julio. 

Por fim, vale lembrar que processos implicam rotinas, tecnologia de sistemas e pessoas. E não se pode minimizar a importância das pessoas. Elas são parte integrante dos processos, e nessa transformação elas precisam ser envolvidas adequadamente, sem que precisem ter medo de mudanças e do que essas novas tecnologias podem representar no trabalho delas.

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