ISO 27001 – Segurança da Informação e LGPD

ISO 27001 e LGPD

Com a LGPD, empresas terão que promover mudanças na captação e utilização de dados pessoais. A ISO 27001 é um caminho que, além de garantir a segurança das informações, certifica a companhia em padrões internacionais. Veja os diferenciais.

Em tempos de digitalização acentuada em todos os aspectos da nossa vida, com mais e mais atividades online, desde estudar até fazer compras, o fornecimento e o compartilhamento de dados tornou-se inevitável. É quase impossível viver em sociedade, hoje, sem compartilhar na internet informações como nome, endereço, e-mail, RG, CPF, telefone, número de cartão de crédito e muitas outras. Com a pandemia do novo coronavírus, então, explodiu o uso de aplicativos e softwares de reunião e de compras online, só para citar dois exemplos que exigem fornecimento de dados dos usuários.

Nesse contexto, as empresas dependem cada vez mais da coleta e utilização dos dados dos consumidores, clientes e prospects para se comunicar com eles, segmentar, personalizar e dar um atendimento sob medida, especialmente nos canais digitais. Para isso, coletam, armazenam e utilizam dados dessas pessoas para cadastro e interação. Quem nunca ouviu falar do “funil de vendas”, técnica de atração e retenção de clientes utilizada no marketing digital para converter os visitantes do site em clientes efetivos?

A chegada da LGPD

Desde setembro de 2020, está em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ou Lei nº 13.709, que regula as etapas de coleta, uso, proteção e transferência de dados pessoais. O objetivo é regulamentar o uso de dados dos cidadãos pelas empresas, para que os brasileiros tenham mais segurança e controle sobre suas próprias informações, conforme já ocorre em outros países. Entre outros aspectos, a LGPD exige que a empresa diga para que os dados serão utilizados, prevê o consentimento por parte do titular e o uso para finalidades legítimas. O usuário poderá também solicitar sua exclusão das bases de dados de empresas com as quais não quer mais se relacionar.

Com a nova lei, as empresas vão precisar criar um comitê de segurança, padronizar fluxos de trabalho e controlar o acesso aos dados, entre outras medidas. Deverão ser mais responsáveis e avaliar muito bem antes de solicitar qualquer informação do usuário, sendo transparentes ao máximo. Por isso, o ideal é minimizar a quantidade de dados solicitada, trabalhando apenas com as informações necessárias.

Quem vai regulamentar e fiscalizar a nova lei é a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão federal criado em 2019 que vai poder multar, quando for o caso. As multas, entretanto, só serão aplicadas a partir de agosto de 2021, então as empresas têm alguns meses para ajustarem seus processos, ferramentas e relações comerciais.
Saiba mais sobre a LGPD e seus impactos: https://qualityway.com.br/lgpd-norma-vigencia-impactos/

 

Certificação ISO 27001 e LGPD

Para guiar as empresas no processo de adequação à LGPD, existem duas certificações: as normas ISO 27001 (Sistema de Gestão de Segurança da Informação) e a 27701 (Sistema de Gestão de Segurança Privada). A Especialista em Sistemas de Gestão Silvana Ponce explica: “a ISO 27001 estabelece a preservação da confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação e dos recursos de processamento das informações associadas aos sistemas, serviços, infraestrutura lógica ou física, reduzindo o impacto dos incidentes de segurança. A ISO 27701 define requisitos adicionais e fornece orientações recomendadas para a proteção da privacidade, permitindo que a organização amplie seu sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) para proteger informações pessoais”.

Para as empresas que buscam conformidade com a LGPD, a norma ISO 27001 é um ponto de partida, pois traz os processos básicos de segurança da informação, permitindo que a organização revise, gerencie e trate continuamente os riscos de segurança de forma adequada, inclusive os relacionados a dados pessoais. Combinada com a ISO 27701, o projeto torna-se completo, já que esta traz as regras e processos específicos para o tratamento da privacidade dos dados, que é o foco da LGPD.

Principais benefícios da ISO 27701

  • Fácil integração com o SGSI, exigido pela ISO 27001;
  • Demonstra o cuidado da empresa com dados de clientes, funcionários e fornecedores;
  • Conformidade com as principais exigências da LGPD;
  • Envolvimento e responsabilidade dos colaboradores em relação a segurança e privacidade de dados;
  • Redução dos riscos de vazamentos de informações;
  • Transparência na gestão da privacidade e tratamento de dados;
  • Aumento da segurança e confiança dos parceiros de negócio.

Implantação

O ideal é implantar as duas normas em conjunto, iniciando pela 27001 e depois a 27701, começando com um diagnóstico para identificar o nível de atendimento às exigências de cada uma. “Ao atender os requisitos da ISO 27001, sua organização precisará apenas complementar com as cláusulas específicas da 27701. A integração do sistema de gestão fará com que os processos sejam feitos em conjunto, reduzindo tempo de implantação e de auditorias”, explica Silvana.

O próximo passo é a capacitação da equipe por meio de treinamentos, de acordo com a implementação das práticas exigidas, juntamente com a adequação dos processos e ferramentas. Depois disso, você pode contratar uma instituição avaliadora para providenciar a certificação das duas normas na mesma auditoria. Para Silvana, o comprometimento e liderança da alta direção é fundamental para o sucesso do projeto, para garantir recursos e promover o envolvimento e a conscientização de todos os envolvidos no processo.

As etapas de implementação dessas normas, de maneira geral, envolvem um estudo do contexto da organização, quais suas características e necessidades, políticas e objetivos em relação à segurança da informação, seguida de avaliação de riscos, e implantação de controles para eliminar ou reduzir a classificação desses riscos. Por fim, é feita uma análise da eficácia e desempenho dos controles realizados, e monitoramento para melhoria contínua. Na prática, a implantação das normas vai avaliar inúmeros aspectos relativos à segurança da informação na sua empresa, como gestão de ativos, controles de acesso, criptografia, proteção contra malware, cópias de segurança, gestão de vulnerabilidade, gestão de incidentes e requisitos legais, entre muitos outros.

A Quality Way tem uma metodologia bastante objetiva para fazer um diagnóstico da sua empresa em relação aos requisitos das normas ISO 27001 e ISO 27701, com propostas de ações emergenciais e de médio prazo. Saiba mais: https://qualityway.com.br/lgpd/

Indústria 4.0

Indústria 4.0

A Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, promove a fusão entre o mundo físico e o digital, e traz enormes desafios às empresas brasileiras.

Na fábrica da Siemens em Amberg, na Alemanha, produtos e máquinas se comunicam, como se controlassem sua própria produção. A unidade conseguiu, no mesmo espaço e com a mesma mão de obra, ampliar sua capacidade de produção em oito vezes nos últimos 20 anos. E isso só foi possível graças à indústria 4.0, que une o mundo físico, o digital e o biológico por meio de tecnologias como big data, cloud computing, integração horizontal e vertical de sistemas de gestão, inteligência artificial, internet das coisas, impressão 3D e realidade aumentada, entre outras. 

Os benefícios de integrar todos esses recursos vão muito além dos ganhos de produtividade, e se estendem à agilidade no lançamento de produtos, flexibilização das linhas de produção e muito mais eficiência energética. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0 será de, no mínimo, R$ 73 bilhões ao ano.

A Quarta Revolução Industrial

Na chamada quarta revolução industrial, são cinco as principais tecnologias que promovem a fusão dos mundos físico, digital e biológico:

Indústria 4.0 - Impressora 3D

Manufatura Aditiva ou Impressão 3D

tecnologia onde um modelo tridimensional é criado por sucessivas camadas de material. Como não usa moldes, permite produzir formas que não seriam viáveis em outros métodos de produção.

Indústria 4.0 - AI

Inteligência Artificial (AI)

a Inteligência Artificial é um segmento da computação que busca simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas, dotando softwares e robôs de uma capacidade de automatizar processos.

Indústria 4.0 - IoT

IoT

a Internet das Coisas permite que objetos físicos sejam conectados à internet e executem determinadas ações, como os carros autônomos que se comunicam entre si no trânsito, por exemplo.

Biologia Sintética

é a junção de inovações tecnológicas nas áreas de química, biologia, ciência da computação e engenharia, e que permite construir novas partes biológicas como enzimas, células e circuitos genéticos.

CPS

os Sistemas Ciber-Físicos sintetizam a fusão entre o mundo físico e o digital. O conceito faz com que objetos físicos e processos sejam digitalizados, criando um “irmão gêmeo digital” para todos os objetos e processos na fábrica.

E no Brasil?

No Brasil, temos um longo caminho a percorrer, já que a indústria brasileira vem perdendo espaço no cenário global.

 Até 2014, o Brasil figurava entre os dez maiores produtores industriais, mas hoje estamos na 16ª colocação, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estamos em 71º lugar no último ranking global de competitividade, com 141 países, e na 62ª posição entre 131 nações analisadas no índice global de inovação. Precisamos dar um grande salto em práticas modernas de gestão, novas tecnologias, qualificação de mão de obra e inovação. A indústria representa, hoje, menos de 10% do PIB. 

Uma das principais características da indústria 4.0 é a incorporação da digitalização à atividade industrial, integrando tecnologias físicas e virtuais, como as já citadas acima. E um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrou que o país têm pouca relevância em áreas-chave como IA, Big Data e IoT. Das cerca de 700 mil indústrias existentes no país, apenas 1,6% já aderiram à Indústria 4.0, ao passo que em países como Alemanha, Israel e Estados Unidos o índice é de 15%. Além dos gargalos na infraestrutura do setor industrial, o estudo aponta como causas para o atraso a falta de profissionais qualificados para lidar com as novas tecnologias.

O Brasil tem Potencial!

Pelo menos é o que diz o relatório “Readiness for the Future of Production Report 2018”, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Países como Brasil, Índia, México, Indonésia e Rússia são considerados nações com uma forte base produtiva, mas que correm risco futuro, devido a fragilidades no seu sistema de produção, principalmente se não conseguirem promover as transformações necessárias a tempo.

Segundo o estudo, a Alemanha foi um dos primeiros países a intensificar a digitalização e a interconexão de produtos, cadeias de valor e modelos de negócios para impulsionar a fabricação digital. O Fórum cita 25 nações que lideram a quarta revolução industrial, a maioria concentradas na Europa, América do Norte e Leste Asiático que, juntos, respondem por mais de 75% do valor agregado de produção global. 

O que esses países têm em comum, além de serem economias fortes e desenvolvidas, é que promoveram incentivos governamentais, formação de grupos de discussão, interação entre o setor público, privado, universidades e institutos de pesquisa, muita troca de conhecimento e projetos conjuntos. “Precisamos de um grande esforço da chamada ‘hélice tripla’, formada por indústrias, governo, universidades e institutos de pesquisa. Hoje, somos exportadores de commodities de baixo valor agregado, precisamos evoluir para uma indústria de alto valor agregado. Se houver uma política industrial bem definida, isso é possível”, defende o gerente de inovação e tecnologia do SENAI-SP, Osvaldo Maia. 

Saiba mais sobre a recuperação da indústria: https://qualityway.com.br/recuperacao-inovacao-e-competitividade-da-industria-nacional/

Para Adryelle Pedrosa, gerente da Unidade de Transformação Digital da ABDI, o mundo está passando por um processo de transição, e a corrida em direção à indústria 4.0 está em curso. “Para o Brasil, isso é uma oportunidade, pois ao assimilar novas tecnologias, incorporar equipamentos e sistemas de última geração e adequar a infraestrutura para integração digital podemos reduzir nossas disparidades técnico-econômicas e avançar no processo de modernização.” Ela acrescenta que a ABDI elaborou um “Guia de Boas Práticas Digitais”, que reúne um conjunto de recomendações para auxiliar as empresas na transformação digital (acesse aqui: https://bit.ly/2YI9ox2).

Como se preparar para a Indústria 4.0?

Fazer a indústria 4.0 funcionar requer mudanças nas práticas e estruturas organizacionais, como novas arquiteturas de TI e gestão de dados, novas abordagens de compliance e uma cultura orientada para o digital, enxergando a análise de dados como um recurso-chave da empresa. A maior dificuldade apontada em um estudo da PwC sobre a indústria 4.0 é a falta de pessoas com os conhecimentos necessários para fazer análises. Os processos da indústria 4.0 fornecem montanhas de dados, mas tudo será em vão se o gestor não conseguir entender esses dados ou se não os usar para aumentar a eficiência e desenvolver os produtos e serviços que seus clientes desejam.

O primeiro passo é fazer um mapeamento das atividades, verificando quais delas podem ser automatizadas, quais necessitam ser modernizadas e o que tem impactado na eficiência dos processos. Pode-se começar capacitando os funcionários, melhorando a gestão de dados e automatizando as tarefas operacionais. 

Segundo Osvaldo Maia, no Brasil há empresas em diferentes graus de maturidade tecnológica, mas a maioria tem uma lição de casa a fazer antes, que é investir na manufatura enxuta, layout, fluxo de funcionários e gestão de recursos para eliminar desperdícios de energia. “São pequenas melhorias que já podem elevar a produtividade em 20% ou mais, e deixam a empresa preparada para iniciar um processo de digitalização. Depois, pode-se começar com a instalação de sensores, coletores de dados, uma pequena nuvem. O que não dá é para pular etapas.” 

Saiba mais sobre as tecnologias disponíveis para transformação digital: https://qualityway.com.br/transformacao-digital-tecnologias-disponiveis/

Tecnologias e Fornecedores

Para implementar tudo isso, é preciso contar com fornecedores competentes e confiáveis. O primeiro passo é definir um responsável por essa estratégia dentro da empresa, fazer um diagnóstico e eleger uma parte do processo para um piloto. Segundo Osvaldo, o gargalo hoje é a mão de obra. Há muitas empresas e profissionais no mercado que fazem isso, mas é preciso pesquisar e contratar alguém de confiança.
Além disso, não basta contratar um engenheiro para modernizar a sua linha de produção. Os especialistas afirmam que a mudança começa com a elaboração do planejamento estratégico, financeiro e operacional para os próximos 5, 10 ou 20 anos, e um plano de ação para chegar lá.

Passo a passo para a transformação para a indústria 4.0, segundo a PwC:

  1. Desenhe uma estratégia realista. Avalie sua maturidade digital, projete onde você precisa chegar e defina metas claras para reduzir o gap.
  2. Comece com projetos piloto. Nem todo projeto terá êxito, mas todos vão ajudá-lo a aprender sobre o que funciona. Faça parcerias com startups, universidades ou organizações setoriais.
  3. Defina os recursos necessários. Com base nas lições aprendidas nos pilotos, calcule os recursos necessários para atingir seus objetivos e desenvolva um plano para adquirir essas habilidades.
  4. Torne-se um virtuose na análise de dados. Desenvolva modos de combinar dados de diferentes partes do negócio e aplique-os ao maior número possível de áreas, particularmente às que diferenciam a empresa ou atraem clientes.
  5. Torne-se uma empresa digital. Todos os seus colaboradores terão de pensar e agir como nativos adeptos da tecnologia, dispostos a experimentar e a se reinventar rápido e continuamente.
  6. Adote uma perspectiva de ecossistema. Desenvolva uma solução completa de produtos e serviços para seus clientes. Use parcerias ou alinhe-se com as plataformas existentes se você não pode desenvolver uma oferta abrangente própria.

Comece já!

A quarta revolução industrial é inevitável, irreversível e vai afetar todos os setores da economia, cadeias produtivas e modelos de negócio, cedo ou tarde. Por isso, o planejamento é tão importante, pois aqueles que se prepararem com antecedência e saírem na frente terão uma vantagem enorme em relação aos que esperarem a mudança chegar

Não espere que alguém apresente um modelo pronto e acabado de transformação para a indústria 4.0, pois ele não existe e terá de ser construído. O processo começa por saber aonde ir, planejar como chegar lá e o que é preciso fazer nessa trajetória.

Indústria 4.0 - A evolução Industrial

Recuperação, Inovação e Competitividade da Indústria Nacional

Recuperação da Indústria Nacional

Recuperação da Indústria

A equipe econômica projeta uma recuperação de 3,20% no PIB em 2021 e de 2,50% em 2022. Já no último Relatório Focus, os analistas consultados pelo Banco Central esperam um crescimento de 3,50% em 2021 e 2,50% em 2022. 

O que parece ser uma boa notícia, no entanto, deve ser vista com cautela. A segunda onda da pandemia, o fim do auxílio emergencial, a incerteza em relação ao cenário político e aprovação das reformas administrativa e tributária,  nos deixa um ponto de interrogação.

O empreendedor brasileiro, entretanto, está acostumado com fortes emoções. Crises fiscais, alta carga tributária, deficiências na educação e qualificação da mão de obra. E mesmo assim, muitas empresas se superam e conseguem se reinventar.

Em novembro de 2020, pelo sétimo mês consecutivo, a recuperação da indústria brasileira apontou aumento na produção, registrando crescimento acumulado de 40,7%. O nível de produção atual da indústria é o maior desde 2018, apesar de ainda estar 13,9% abaixo do pico. 

O índice de produtividade da indústria – medida do volume produzido dividido pelas horas trabalhadas – também mostra recuperação: cresceu 8% no terceiro trimestre de 2020, em relação ao trimestre anterior, e o volume produzido cresceu 25,8%, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que também aponta aumento do otimismo em 22 de 30 setores industriais em novembro. A entidade prevê que o PIB industrial deva crescer 4,4% em 2021.

São animadores também, os dados que resumem o desempenho do setor de máquinas e equipamentos em 2020. Divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em janeiro/21, o levantamento apontou a receita líquida de 13,4 bilhões de reais, um crescimento de 36,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A receita do ano totalizou R$ 144,5 bilhões, representando um aumento de 5,1%.

Tributação e Mudança Cultural

As queixas de muitos empresários têm fundamento. A carga tributária brasileira é uma das mais elevadas do mundo, principalmente sobre as indústrias, e tem a maior alíquota (34%) da tributação sobre a renda das empresas, de acordo com o Banco Mundial. Considerando o total de impostos e contribuições recolhidos como porcentagem do lucro, a proporção é de 65,1%, valor muito superior ao observado na maioria dos países.

“É verdade que a carga tributária atrapalha, mas ela não justifica a nossa falta de competitividade e produtividade. Acredito que o problema é muito mais cultural, um paradigma mental que tem que ser mudado. Falta no Brasil, para a recuperação da indústria, um projeto de desenvolvimento, pesquisa aplicada e tecnologia”, afirma Marco Túlio Zanini, professor da FGV EBAPE. Ele diz que o Brasil se tornou um país que prioriza a produção de commodities com pouco valor agregado, isso faz com que a indústria perca participação no PIB e nos elos da cadeia produtiva, gerando um processo de desindustrialização,

Inovação já!

Portanto, para poder aproveitar a retomada que virá em 2021 e atuar na recuperação da indústria, as empresas brasileiras têm uma importante lição de casa a fazer. É preciso avançar em aspectos como produtividade e competitividade, quesitos em que o país ocupa sempre as últimas colocações em rankings mundiais.

“Nossas empresas olham muito para o curto prazo, têm uma visão focada no financeiro de no máximo três anos. Precisamos investir em pesquisa aplicada e desenvolvimento, e levar inovação a sério. Para isso, é preciso ter visão de futuro e planejamento de longo prazo. Só assim poderemos disputar mercado com outros países”, defende Marco Túlio. 

Investir em inovação é fundamental, não apenas a relacionada à tecnologia, mas a mudança de mentalidade. E a pandemia do novo coronavírus pode ter sido um forte estimulante para esse processo, porque obrigou muitas empresas a sair da zona de conforto e se expor ao risco, até por uma questão de sobrevivência. 

Muitos profissionais acostumados a evitar erros e controlar processos foram obrigados a arriscar, criar novas soluções e repensar seus modelos de negócio, lidando com contextos incontroláveis e incertezas em relação ao futuro. 

Ações de respostas rápidas à crise, como a mentalidade de startup, as tecnologias disruptivas e os serviços online deverão ser incorporados à nossa rotina. Mas, para isso, é preciso sair da bolha do dia a dia, se conectar com especialistas, conversar com conselheiros e profissionais que ajudem a empresa a enxergar onde ela está agora e onde quer estar daqui a um, dois, cinco, dez anos.

Conheça os dez tipos de inovação que podem transformar os negócios. https://www.consumidormoderno.com.br/2020/12/04/10-tipos-de-inovacao-para-transformar-os-negocios-em-tempos-de-mudancas-exponenciais/

Como acelerar o crescimento?

Uma pesquisa realizada pela CNI revelou que 70% das empresas já retornaram aos mesmos níveis de produção e faturamento de antes do início da pandemia no Brasil, e estão com o mesmo nível de emprego. A pesquisa foi divulgada durante o Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em 17 e 18 de novembro, com o tema “Como a indústria pode impulsionar o crescimento do Brasil”.

Todo o conteúdo do evento pode ser acessado aqui: https://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/enai/programacao/ 

Na pesquisa, quando perguntados sobre quais as medidas mais importantes para acelerar a recuperação da indústria e o crescimento dos negócios, os itens mais citados foram busca de novos fornecedores e aquisição de máquinas e equipamentos, e logo em seguida adoção de novas técnicas de gestão na produção, investimento em novos modelos de negócio e investimento em novas tecnologias. 

Júlio Coelho, sócio-diretor da Quality Way, explica que, com as sucessivas crises pelas quais passamos, muitas empresas estão sucateadas e pressionadas por maior competitividade, produtividade e eficiência. “É preciso vencer a obsolescência, ser mais ágil e eficiente, mas é difícil para as empresas fazerem isso sozinhas. Uma consultoria pode ser um recurso muito útil nessa situação, pela capacidade de aportar conhecimento, promover mudanças e produzir resultados rápidos. O país depende desse tipo de contribuição para voltar a crescer”, afirma ele.

Uma consultoria empresarial pode, por meio da visão de alguém de fora, identificar falhas em processos e aumentar a eficiência, otimizar a utilização de recursos e reduzir custos, além de estudar novos modelos de negócio, explorar novos mercados, promover atualização e velocidade na tomada de decisões.

 Porém, na hora de escolher a sua, é importante avaliar o portfólio e a experiência da consultoria no mercado, conversar com outros clientes, buscar referências e recomendações e definir, muito bem, qual o foco do trabalho e seus objetivos.

A experiência que dá certo!

O engenheiro Luiz Iervolino participou de uma consultoria quando trabalhava na Camargo Correia Desenvolvimento Imobiliário, pouco tempo atrás. Ele conta que, na época, alguns processos não estavam bem definidos, havia lacunas entre eles e as áreas, tarefas em duplicidade e alguns “buracos”, gerados por pouca colaboração entre os setores.

 “A consultoria fez uma análise completa e profunda dos processos, envolvendo todos em uma discussão participativa, fortalecendo as relações entre as áreas e as pessoas. Fomos achando pontos de melhoria e os resultados foram surpreendentes.” Ele diz que, durante o processo, a empresa descobriu novos talentos, ganhou agilidade, identificou mais de 200 oportunidades de melhorias que foram catalogadas e posteriormente implementadas, e assuntos que antes não eram tratados por ninguém e criavam problemas foram enfrentados. 

Além disso, a organização estabeleceu as condições para obter certificações em várias normas de segurança, qualidade e responsabilidade social. “Passamos a funcionar como uma orquestra, afinados, com eficiência, assertividade, clareza de papeis e muita colaboração entre as pessoas. Definimos também indicadores para poder acompanhar e medir os resultados.”

Esteja preparado!

“As empresas precisam repensar vários aspectos do seu negócio, rever questões de gestão, tecnologia, investimentos e descobrir formas mais eficientes de operar. A pandemia será controlada e a retomada virá. A questão é que, para aproveitar os bons ventos, a sua empresa tem que se preparar”, sugere Luiz Iervolino.

Eu acredito que, depois de termos uma boa parte da população vacinada, virá uma forte retomada, uma onda de empolgação, otimismo e euforia que sempre vem depois de grandes crises. A vida e o consumo voltarão ao normal, e a economia vai girar de novo. E as empresas tem que estar preparadas para essa nova fase”, afirma o professor Marco Túlio. 

Nos períodos de crise os investimentos ficam sempre estagnados. Nos momentos de retomada, como esse que virá, é comum as empresas não investirem em melhorias internas por “falta de tempo”, já que agora a prioridade é “correr” para atender os pedidos que estavam represados pela crise. Cria-se um ciclo vicioso: quando tenho tempo, não tenho recurso; quando tenho recurso, não tenho tempo.

É importante quebrar esse ciclo e pensar a longo prazo. Investir na otimização dos processos para ganhar eficiência e agilidade é importante sempre, mas nos dias de hoje, dada a situação geral de produtividade da nossa indústria, é simplesmente crucial. Só assim, estaremos melhor preparados para enfrentar outras crises e continuar crescendo.

Afinal de contas só temos duas opções: crescer ou morrer!!, finaliza Julio Coelho.

Quality Way

Veja os cases de empresas que estão avançando na inovação em seus negócios, garantindo maior eficiência e competitividade, na nossa página CASES.

ISO 45001 e a Saúde e Segurança na sua Empresa

ISO 45001 evolução da OHSAS 18001

OHSAS 18001 será descontinuada, e as empresas devem migrar para a ISO 45001 até setembro de 2021.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 2,3 milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças e acidentes relacionados ao trabalho. O Brasil contabilizou, em 2018, 576.951 acidentes de trabalho, o que coloca o país entre os primeiros colocados nesse tipo de ocorrência. A cifra considera apenas os empregados com carteira assinada e os segurados do Regime Geral de Previdência Social. Um estudo da Fundacentro – fundação ligada ao Ministério da Economia – estima que, considerando os trabalhadores informais e autônomos, o número pode ser até sete vezes maior.

Os prejuízos são muitos: além dos danos aos trabalhadores e suas famílias, há também o impacto econômico, pois a empresa tem que arcar com indenizações, tratamentos médicos ou contratação de substitutos. Um estudo da Fipe/ USP mostrou que os gastos decorrentes de acidentes de trabalho superam R$ 70 bilhões ao ano no Brasil.

A norma que regulamenta as questões de saúde e segurança no trabalho é a OHSAS 18001, mas a partir de março de 2018, com a publicação da ISO 45001, as empresas certificadas têm três anos para migrar para a nova norma, ou seja, março do ano que vem, quando os certificados atuais perderão a validade. Devido à pandemia do novo coronavírus, no entanto, o prazo foi prorrogado até 30 de setembro de 2021.

Vantagens

A ISO 45001 é uma norma de padrão internacional para o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (SGSSO), e uma de suas vantagens é a facilidade de integração nas organizações, já que tem estrutura comum aos outros sistemas de gestão, como a ISO 9001 e a ISO 14001 (qualidade e gestão ambiental). Por se tratar de um sistema internacional criado pela ISO (International Organization for Standardization), ela pode ser adotada por qualquer empresa, de qualquer segmento ou porte, e por isso é a norma mais conhecida e aplicada no mundo. 

O desenvolvimento da ISO 45001 envolveu 50 países e organizações internacionais, incluindo a OIT. Entre outras vantagens, estão melhorar o gerenciamento e reduzir os riscos relacionados à saúde e segurança do trabalhador e os acidentes, melhorar a qualidade de vida dos colaboradores, reduzir custos e evitar prejuízos financeiros, multas e passivos trabalhistas, além de diminuir índices de afastamento e turnover. “Além da integração com outras normas ISO, que facilita a implantação, a ISO 45001 considera também os riscos aos negócios. E traz uma referência mais clara da responsabilidade e envolvimento das lideranças e dos colaboradores na segurança”, explica José Leildon, consultor e auditor de sistemas de gestão do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva).

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a responsável pela publicação da norma no Brasil e a certificação oferece garantia e legitimidade à empresa de acordo com padrões internacionais, já que o objetivo é estabelecer exigências que possam ser adotadas por países do mundo inteiro, encorajando o comércio de bens e serviços. Apesar de não ser uma certificação exigida para exportação, é evidente que a empresa certificada ganha competitividade, por ter mais controle sobre seus riscos e melhor imagem perante clientes internos ou externos, que podem ou não exigir a certificação.

Estrutura

Desde 2012, as normas ISO se baseiam no modelo do Anexo SL (Structure Level). Dessa forma, é mais fácil para as organizações integrar duas ou mais das normas de Sistemas de Gestão. Por exemplo, na implantação do Sistema de Gestão Integrado (SGI) envolvendo as já citadas ISO 14001, 9001 e a 45001. A estrutura é baseada no modelo simples da metodologia Plan-Do-Check-Act (PDCA), base para que as empresas planejem ações para minimizar o risco de danos ligados à saúde do colaborador, ausência no trabalho e acidentes, e é a mesma para todas as normas de Sistemas de Gestão publicadas pela ISO:

1. Escopo
2. Referência Normativa
3. Termos e Definições
4. Contexto da Organização
5. Liderança
6. Planejamento
7. Apoio
8. Operação
9. Avaliação de Desempenho
10. Melhoria

Veja aqui mais detalhes sobre a ISO 45001 e todas as cláusulas da norma comentadas. 

O que mudou

As empresas que já tinham a certificação OHSAS 18001 deverão migrar para a ISO 45001 até setembro de 2021, pois a OHSAS será descontinuada. 

As diferenças entre as normas são muitas, mas o ponto principal é que, enquanto a OHSAS 18001 era focada na gestão de riscos e questões internas, a ISO 45001 se concentra na interação entre a organização e seu ambiente de negócios. Ela é baseada em processos, e não apenas em procedimentos, considera riscos e também oportunidades, aspectos que representam uma mudança significativa no gerenciamento de saúde e segurança de forma mais integrada com a organização e seu ambiente de negócios.

Outras mudanças importantes são:

  • A norma leva em consideração o contexto em que a organização está inserida, e questões internas e externas que afetem seu Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional;
  • Reforça a importância do envolvimento da alta direção e dos líderes da companhia e seu comprometimento e responsabilidade pela prevenção de problemas de saúde relacionados ao trabalho. Enfatiza ainda a necessidade de consulta e participação dos trabalhadores de todos os níveis e funções em todas as etapas do processo. Segundo Debora Fechio, gerente de projetos da Quality Way, “isso identifica melhor e compreende sistematicamente os fatores que precisam ser gerenciados dentro do sistema de gestão”;
  • Tem como um de seus pilares a conscientização dos trabalhadores sobre o seu papel na eficácia do SGSSO, e as implicações e consequências caso os requisitos não sejam atendidos.

Transição

É preciso fazer uma análise dos “gaps” comparando o sistema atual com a 45001 para ver o que falta, e traçar um plano para cumprir as exigências. O processo de migração inclui análise das partes da organização que podem afetar a saúde e a segurança, fatores internos e externos que influenciam os negócios, e como os riscos podem ser controlados por meio do seu sistema de gerenciamento. A partir daí se estabelecem os processos, sua avaliação de risco e os indicadores de desempenho (KPIs) para cada um deles.

A Quality Way pode dar apoio aos empresários na fase de transição para a norma 45001 em vários aspectos, explica Débora. “Além de treinamentos, cursos de transição personalizados e webinars, fazemos uma gap analysis, seja como atividade separada ou combinada com atividade de auditoria agendada.”

Quem não fizer a migração deixa de ter a certificação e pode ter prejuízos de imagem, confiança e até comerciais, caso os parceiros de negócios exijam a norma. “É importante entender que esse processo vai muito além de ‘cumprir tabela’ só pra passar na auditoria e obter a certificação. O principal é a empresa enxergar o valor que a segurança e a saúde trazem ao seu negócio, e os prejuízos que a negligência com esses quesitos pode trazer à empresa, como queda nas vendas, fuga de clientes e despesas com acidentes de trabalho e afastamentos”, finaliza Leildon.

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Automatização de tarefas com RPA e seus bots...

Eles não erram, não se cansam, interagem com qualquer sistema, são cinco vezes mais rápidos que um humano e não custam tão caro assim.

Vem crescendo cada vez mais, nas empresas, o uso de diversas ferramentas que melhoram o desempenho e a produtividade, com agilidade e redução de custos. O Robotic Process Automation, conhecido como RPA, está no centro das estratégias de transformação digital da maioria das companhias, já que permite automatizar processos de forma fácil e rápida, eliminando a intervenção humana.

A automatização de tarefas com o RPA permite a troca de informações entre sistemas sem a necessidade de uma interface entre eles, capturando informações em qualquer site ou aplicação e navegando como se fosse um usuário comum.

A empresa cria seus próprios robôs, ou “bots” para automatizar qualquer processo, e geram uma redução que pode chegar a 40% em relação a atividade humana. Os bots são softwares que executam tarefas previamente definidas, configuradas e controladas pelo usuário, e que podem interagir com qualquer sistema ou aplicativo como se fosse um ser humano, executando partes ou atividades inteiras, com menos erros e total rastreabilidade das ações.

Aplicações em quase tudo

As aplicações são muitas, e podem ser usadas por empresas de qualquer setor em praticamente todas as áreas, incluindo produção, finanças, compras, cadeia de suprimentos (SCM), contabilidade, relacionamento com clientes (CRM) e gestão de recursos humanos (HRM), entre outras

A principal diferença entre a automatização de tarefas com RPA e a automação de TI tradicional é o uso de softwares robôs, que têm a capacidade de se adaptar a mudanças, exceções e novas situações, colhendo e interpretando dados dos processos que os funcionários já operam, manipulando esses dados, gerando respostas e se comunicando com outros sistemas de forma autônoma. 

Um bot pode, entre outras atividades, navegar na web, alimentar sistemas de clientes e fornecedores, extrair e inserir informações de outros sistemas, enviar e receber e-mails, captar e registrar dados de documentos. Pode ser aplicado na elaboração de cadastros de clientes e fornecedores, automatização de consulta de dados no Sintegra, leitura automática dos documentos e validação com bases públicas, consulta de score de crédito e protestos, além de agilizar a entrada, busca e processamento de NF, conciliação de informações, programação de pagamento, escrituração e até a contabilização. 

Em relação ao custo, os valores variam muito de acordo com cada caso, mas o Diretor de Processos e Tecnologia da Quality Way, Marcos A. de Campos, afirma que “uma empresa que deseja iniciar um pequeno projeto de RPA poderá fazê-lo com um investimento de cerca de 60 mil reais por ano, em média”.

Muito mais do que um Robô

Como uma espécie de robô virtual que atua dentro dos sistemas de automação, o RPA faz as atividades rotineiras e deixa os funcionários livres para se dedicarem as atividades estratégicas que exigem análise, planejamento e criatividade. Mas os benefícios de um sistema de RPA não se limitam à redução de custos operacionais. As vantagens se estendem também à facilidade de padronização de processos, escalabilidade do negócio e otimização do tempo, melhorando a produtividade da equipe ao liberar pessoal qualificado para atuar em outras frentes, como no aprimoramento de seus produtos e serviços.

 Outro benefício é a grande redução de riscos, erros humanos, falhas de análise e retrabalho. Ao contrário dos humanos, os robôs de RPA não ficam cansados, não cometem erros e não são afetados por excesso de informação. E há ainda a questão da flexibilidade. Como o RPA pode ser integrado com outros softwares de gestão e aplicado em diferentes escalas, ele pode ser usado por muito mais tempo sem grande investimento adicional.

Conheça as cinco principais tecnologias envolvidas na transformação digital: https://qualityway.com.br/transformacao-digital-tecnologias-disponiveis/

Mas será que minha empresa preciso disso?

Se a sua empresa executa processos e tarefas repetitivas, como consulta de dados de cadastro, processos com grande volume de erros, captura de informações em sites ou sistemas externos em grande quantidade e atividades complexas em geral que exigem muita velocidade e atenção, então  é uma forte candidata a adotar o RPA.

 “Essa tecnologia será fundamental para empresas que querem aumentar sua eficiência, velocidade no atendimento e reduzir os erros. Quem não adotar essas ferramentas pode perder competitividade e ficar obsoleto”, explica Marcos. Entretanto, ele elenca alguns cuidados importantes para quem deseja iniciar ou aprofundar o processo:

  • Escolher muito bem o que será automatizado – Vemos empresas querendo automatizar uma tarefa feita uma ou duas vezes por mês e deixando de lado aquela que é feita todo dia. Ou escolhendo uma tarefa cuja automação é muito complexa, quando há dezenas de tarefas simples que poderiam ser priorizadas;
  • Escolher a melhor solução para o seu caso – Algumas empresas adquirem a ferramenta primeiro e depois buscam o que automatizar. Aí, descobrem que aquela não era a melhor alternativa;
  • Capacitar a equipe – Construir um robô que irá acessar um site e extrair uma tabela na minha máquina é de fato muito fácil. Porém, conduzir um processo amplo de automação é bem mais complexo e profundo que isso, e exige treinamento;
  • Cuidar da sustentação – Os robôs não ficam doentes, trabalham 24 x 7, não têm emoções e não faltam. Porém, como qualquer sistema, precisam de vigilância e manutenção, e esse recurso deve ser provisionado no projeto;
  • Calcular o custo x benefício – Não faz sentido a empresa optar por essa tecnologia e aplicá-la em uma área ou tarefa pequena, pois fica muito difícil justificar o investimento.

RPA em números

O mercado de RPA chegará a US$ 2 bilhões até o final deste 2021 e deve crescer a taxa de 2 dígitos até 2024;

Neste ano (2021), 90% das médias e grandes empresas terão ao menos um processo apoiado por RPA;

Até 2024 grandes organizações triplicarão a capacidade de seus portfólios existentes com RPA;

30% das tarefas executadas nas organizações são operacionais e podem ser automatizadas com o uso de RPA;

1/5 dos trabalhadores do planeta podem ser substituídos por robôs até 2030, o que não significa desemprego, mas sim trabalho mais qualificado.

Em 2024 o Gartner prevê que quase metade de todos os novos clientes de RPA virão de compradores comerciais e não da área de TI.

Fontes: Gartner, McKinsey & CO e Forrester Research

Quality Way

Automatização de tarefas com RPA! Esta ferramenta tem ganho crescente espaço nas empresas que buscam por inovação, agilidade e competitividade. A Quality Way tem implantado diversos projetos nestes sentido, e possui grande expertise na unificação do RPA com BPMS e sistemas internos. Fale conosco, podemos ajudá-lo neste caminho de inovação!

Saiba mais em https://qualityway.com.br/ferramenta-rpa/

Automação Inteligente – Case Valid Certificadora

Case Valid - Etapas do Processo

Automação Inteligente, o caminho de transformação de processos analógicos em digitais pela Valid!

A QW foi contratada pela Valid para auxiliá-los em sua iniciativa de Transformação Digital. O projeto iniciou pela Valid Certificadora e pelos processos da área de Operações. A Valid é uma Autoridade Certificadora que possui mais de 300 parceiros. A área de Operações da Certificadora é responsável por intermediar o contato entre a empresa e esses parceiros, ou seja, é a grande engrenagem que faz a rede funcionar e onde toda necessidade destes está centralizada.

O Problema

Como toda empresa que possui seus processos rodando de maneira analógica a Valid possuía grande dificuldade – pelo volume de solicitações recebida pela área de Operações – em estabelecer uma gestão ágil e eficiente para todos esses processos. Possuía um sistema de abertura de chamados que não permitia a criação de uma sequência de etapas para cada tipo de chamado, o que gerava, sobretudo, sobreposição e duplicidade de funções entre áreas, comunicação muitas vezes falha entre as equipes internas, dificuldade em identificar/rastrear as solicitações recebidas, etc.

Objetivos do Projeto

O objetivo principal era trazer agilidade e eficiência para a Operação, introduzindo a automação inteligente, transformando o analógico em digital:

  • Mapear de ponta-a-ponta os processos da Certificadora, estabelecendo regras de negócio e SLA;
  • Otimizar e automatizar os processos;
  • Envolver toda a cadeia de parceiros de forma clara e eficiente no novo formato.

Desafios

O principal desafio do projeto foi realizar a gestão de mudança com a rede de parceiros, rede grande, com um volume de chamados diários maior ainda. Toda alteração precisou ser documentada e informada previamente, de modo a não causar ruídos na operação.

Etapas do Projeto de Automação Inteligente

  • Levantamento do As Is: levantamento de como os processos estavam sendo executados, identificando redundâncias, gargalos, regras de negócio mal definidas;
  • Definição e validação do To Be: redesenho do processo de acordo com as principais necessidades;
  • Criação do processo na ferramenta Lecom BPMS;
  • Testes e homologação: período de testes com a Valid e parceiros selecionados para validação da solução;
  • Subida em produção: disponibilização do processo para toda a rede;
  • Follow-up: período de acompanhamento pós-implantação.

Envolvimento dos Parceiros

  • Envio de informativos à rede, explicando as fases do projeto e as alterações que seriam implementadas;
  • Divisão dos parceiros em grupos e estabelecimento de um cronograma para cadastramento de cada grupo na nova ferramenta, bem como a liberação dos novos serviços;
  • Criação de materiais informativos de cada processo e da própria ferramenta, explicando seu funcionamento e antecipando-se às dúvidas;
  • Para os processos mais críticos (ex: Habilitação de Agentes), estabelecimento de um período de testes com alguns parceiros selecionados, de modo a coletar feedbacks e insights deles antes de subir o processo em produção.

Entregas

  • Diretas – Processos reestruturados, eficientes, com regras de negócio, prazos e responsáveis bem definidos e alinhados com a estratégia da empresa. Hoje, os gestores e coordenadores de cada área tem visão de cada processo no qual sua equipe está atuando, bem como controle sobre eles, podendo realocar tarefas entre seu time conforme a necessidade. Os processos saíram da caixa de entrada do e-mail de cada um para tornarem-se visíveis e transparentes para todos os participantes – automação inteligente!
  • Indiretas – Devido ao projeto, a Valid teve a oportunidade de repensar sua operação e estrutura interna, transformando seu time numa equipe mais coesa e eficiente.

Resultados

  • Antes de iniciarmos este projeto, os parceiros da Valid tinham que abrir múltiplos chamados para executar uma ação (ex: para habilitar um novo agente eram necessários 8 chamados diferentes). Atualmente, com a implantação da estrutura de processo, um mesmo processo contempla todas as etapas necessárias;

  • Rastreabilidade total dos pedidos;

  • Controle dos SLA, disparando e-mails automáticos de cobrança e escalonando etapas quando necessário;

  • Atendimento no prazo estabelecido e clareza absoluta do status de cada pedido;

  • Reestruturação organizacional com a redefinição de responsabilidades;

  • Automatização de tarefas;

  • Melhoria na comunicação – com todas as informações registradas no processo, que possui todas as suas etapas muito bem definidas, cada ator recebe a informação que precisa para executar sua atividade;

  • Redução do volume de solicitações tratadas pelo SAC e melhoria no tempo de atendimento de cada uma delas.

  • Outras melhorias com a ferramenta BPMS.

Automação Inteligente - Etapas do Processo

Alguns Números

  • 10 meses de projeto;

  • 20 processos otimizados;

  • 300 parceiros cadastrados;

  • 600 usuários utilizando a plataforma;

  • 8803 instâncias de processos abertas;

  • Média de 52.818 etapas realizadas via Lecom BPM com SLA definidos e rastreabilidade.

Palavra de Consultor

“Hoje em dia é moda falar sobre Transformação Digital, de webinars a reportagens, só se fala disso. Mas quando você entra de cabeça nesse assunto, percebe que muito do que se diz é ou superficial ou teórico. Neste projeto, digo com propriedade, mostramos a experiência real e concreta do que significa Transformação Digital de fato, e isso me deixa muito orgulhoso. Um projeto de TD não é um simples transferir para o digital tudo como era feito no analógico porque aqui há um fator novo, que muda completamente o modo de se analisar os processos: a tecnologia. Poder pensar processos desse modo e ver os resultados concretos dessa implementação, desta transformação nas empresas, é algo que levo comigo com orgulho e como uma grande experiência” . (Luiz Rinke)

Quer ouvir a palavra da Kamila Marciano,  Gerente da Operação da Valid, sobre o projeto, as dificuldades e o quanto contribuiu para a mudança de patamar na operação?

Assista ao vídeo no nosso canal.

Metodologias Ágeis: O que elas podem fazer por sua empresa.

Metodologias Ágeis - Scrum, Kanban, Lean, etc.

Garantir entregas coerentes com os objetivos definidos, executar bem e rápido, sem desperdício de recursos e com foco no cliente. O que sempre foram exigências obrigatórias para qualquer empresa tornou-se ainda mais urgente com a quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, que trouxe mais interação entre processos humanos e robóticos e impôs prazos mais reduzidos. É aí que entram as metodologias ágeis, usadas para tornar os processos mais eficazes por meio de alinhamento entre a equipe, comunicação rápida e clara, foco no cliente e agilidade para testar novidades.

Origem

Mais da metade das empresas de TI já utilizavam métodos ágeis em 2016, segundo a revista americana Computer Economics. Mesmo estando em alta agora, a metodologia ágil nasceu em 2001 com a publicação do Manifesto Ágil, elaborado por 17 profissionais da área de TI para criar uma forma de trabalho que trouxesse mais velocidade, resultados, foco no cliente e mais capacidade de atendimento. O Manifesto colocou o consumidor em primeiro lugar na área de desenvolvimento de softwares, elevando a experiência do usuário ao topo das prioridades.
A solução sofreu adaptações e se tornou uma ferramenta para gestão de projetos em praticamente qualquer setor, por meio de pilares como comunicação, praticidade, alinhamento de expectativas, flexibilidade e adaptação. Os métodos ágeis tornam as equipes mais colaborativas e eficientes, dando mais autonomia a seus membros.

Saiba mais sobre o Manifesto Ágil e conheça seus 12 princípios: http://www.metodoagil.com/manifesto-agil/

Benefícios para os negócios

Aplicando o método ágil, um problema grande pode ser dividido em partes, com o time pensando em soluções específicas para cada uma delas, com ciclos de produção mais rápidos e valorizando mais a adequação à mudança do que o cumprimento de um plano fixo. Com validações mais rápidas e pequenas entregas (os famosos sprints) o ciclo é acelerado, tenta-se, erra-se, e as correções são feitas rapidamente. Todos aprendem e as entregas crescem. Em 2017, um estudo realizado pela PwC (PricewaterhouseCoopers) identificou que os projetos que utilizavam o “agile” nas empresas eram 28% mais bem-sucedidos que os realizados por métodos tradicionais.

Marco A. de Campos, Diretor de Processos e Tecnologia da Quality Way, lista os principais benefícios das metodologias ágeis:

  • Velocidade: implantação de projetos de forma mais rápida, com foco nas necessidades dos clientes, sem desperdício de tempo e recursos;
  •  Foco no cliente: o contato constante com o usuário faz com que a equipe tenha foco nas funcionalidades que realmente agregam valor;
  • Equipe autogerenciável: os tradicionais cronogramas detalhados, com atividades em cascata e cheios de prazos, exigem um tempo enorme para serem elaborados e gerenciados. Com a metodologia ágil, define-se o que precisa ser feito e os responsáveis, e a própria equipe se programa para entregar os resultados;
  • MVP (produto viável mínimo): ao invés de pensar em um produto ou sistema com vários recursos, o foco é nas funcionalidades básicas e mínimas para criar algo viável. Lança-se uma primeira versão do produto e o feedback dos usuários é usado para aprimorá-lo;
  • Reuniões diárias: asseguram que cada membro da equipe sabe o que precisa ser feito e as interrelações com as atividades dos outros. É o momento de discutir e alinhar as ideias, e no restante do dia a equipe se concentra no desenvolvimento do projeto;
  • Sprints: têm um efeito emocional grande, pois dividem o campeonato inteiro (projeto) em vitórias intermediárias. “Em vez de dizer a alguém que deverá percorrer 1000 km em 10 dias, digo que são 100 km por dia, e comemoramos a cada dia esses 100 km”, explica Marco.

Mudança Cultural

Muito além da adoção de ferramentas tecnológicas e métodos que aprimoram processos, para funcionar as metodologias ágeis dependem de mudança de comportamento e atitude dos colaboradores, quebrando mecanismos antigos e mexendo em zonas de conforto. “As tecnologias podem ajudar a implantar métodos ágeis de gestão, só que o sucesso desses métodos depende das pessoas, e não do processo ou das ferramentas tecnológicas. Para funcionar, o ambiente tem que ser colaborativo e a liderança, servidora”, explica Susanne Andrade, coach e autora do livro “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil”. Marco completa listando os principais empecilhos para implantação desses métodos: a insistência das empresas em utilizar os cronogramas em cascata, para controlar os funcionários; lideranças que não dão autonomia necessária aos funcionários e não abandonam os mecanismos de controle tradicionais; reuniões diárias sem foco; e equipes não preparadas para se autogerenciar.

Conheça os principais métodos ágeis utilizados atualmente.

Design Thinking

Metodologia voltada para a inovação, que preza soluções criativas, específicas e eficientes, com um olhar voltado para as necessidades dos clientes. As etapas de implantação começam por identificar e entender o problema, desenvolver soluções de forma colaborativa e plural, com membros de várias áreas, e por fim selecionar as melhores soluções e prototipar a escolhida. Isso pode servir tanto para melhorar uma central de atendimento quanto para criar um produto novo, por exemplo.

Metodologias Ágeis - exemplos

Kanban

Um dos métodos ágeis mais simples e muito utilizado pelas empresas. Baseado na representação visual, o Kanban ajuda os gestores a ter uma visão melhor do andamento dos projetos. As tarefas são dispostas em um quadro, que deve ter três colunas: as tarefas que precisam ser feitas, as que estão em andamento e as já finalizadas. Pode-se trabalhar com vários quadros ou projetos ao mesmo tempo, e a vantagem é que, quando todos da equipe atualizam os dados, o ritmo é constante, evitando gargalos e atrasos.

SCRUM

Metodologia mais usada no mundo ágil, adotada por três quartos das empresas ágeis no Brasil. Possui três pilares principais: transparência, com informações disponíveis para toda a equipe, inspeção constante dos padrões de qualidade e adaptação para corrigir gargalos durante o processo. O Scrum funciona criando ciclos, conhecidos como sprints, que são os intervalos de tempo para o desenvolvimento de cada etapa. Diferentemente dos demais métodos ágeis, o Scrum redefine prioridades que são essenciais para o sucesso do projeto:

  • indivíduos e interação mais do que processos e ferramentas;
  •  software em funcionamento mais do que documentação;
  • colaboração com o cliente mais do que contratos e negociações;
  • respostas e mudanças mais do que planejamento.

Lean

Também chamada de Gestão Enxuta, o foco da metodologia é reduzir desperdícios, melhorando a produtividade, reduzindo custos e mantendo a qualidade. Nessa abordagem, apenas os recursos necessários são utilizados para a realização dos trabalhos e é fundamental diminuir a complexidade das tarefas, melhorar as entregas e compartilhar informações. É constituída pelos passos construir, medir e aprender, e utiliza a técnica 5S, que prega a organização e limpeza do ambiente de trabalho. Estimula ainda, trabalhar com MVPs (produto mínimo viável) antes de partir para a execução completa de um projeto.

SMART

Negócios não podem ser geridos adequadamente sem que suas metas estejam devidamente traçadas. O Smart é uma metodologia que auxilia a criar objetivos reais e atingíveis para sua empresa. Criada por Peter Drucker, é baseada em cinco pilares que norteiam a definição de objetivos e metas:

  1. Specific (Específico): quantifique as metas e em que prazo elas serão atingidas;
  2.  Measurable (Mensurável): defina indicadores para medir os resultados alcançados;
  3. Attainable (Atingível): uma meta inatingível gera desmotivação nos colaboradores;
  4. Relevant (Relevante): uma meta relevante é a que faz diferença nos resultados da empresa;
  5. Time based (Temporal): defina prazos para todas as metas.

Cuidados na Implantação

Os métodos ágeis trazem muitas vantagens, mas requerem multidisciplinaridade e cooperação entre diversas áreas. Como já foi dito, a chave para o sucesso são as pessoas e a relação entre elas. É preciso focar na mudança de cultura da liderança e dos funcionários, começar pequeno e aprender com o processo, medir os resultados de forma realista e expandir o modelo de trabalho de forma gradativa. “A agilidade vai além de um método, é uma nova atitude mental e comportamental que potencializa os resultados. O grande diferencial do mundo ágil é conectar as pessoas em um ambiente colaborativo, o que leva a resultados exponenciais”, afirma Susanne.

Saiba mais sobre Produtividade e metodologia Lean Manufacturing, Transformação Digital e o uso da metodologia Scrum para acelerar as entregas e garantir qualidade, Gestão por Processos e como a Quality Way se utiliza destas metodologias em seus projetos, como transfere este knowhow para as equipes de nossos clientes e como tudo isso pode tornar a sua empresa mais ágil e competitiva. 

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Transformação Digital – Tecnologias Disponíveis

Transformação Digital - cinco tecnologias fundamentais para a TD de sua empresa

Conheça cinco tecnologias fundamentais para a Transformação Digital

O conceito de transformação digital está intimamente relacionado à mudança de pensamento necessária para as organizações que estão em busca de inovação, competitividade e eficiência. A TD tem influência tanto nas relações e processos internos quanto nos parceiros de negócios.

Não é uma simples questão de escolher tecnologias computacionais para resolver problemas. Antes de responder à pergunta “devo ou não contratar uma ferramenta baseada em Robotic Process Automation (RPA) ou Business Process Management Solution (BPMS)?”, é preciso ter em mente que a experiência dos públicos da sua organização vem primeiro. Ferramentas, soluções ou sistemas são meios para solucionar problemas, não fins. Pode parecer óbvio, mas escolher (e comprar) uma solução antes de identificar a real necessidade é um erro comum.

Ao menos cinco destas tecnologias são recorrentes: Internet das Coisas, Cloud, Big Data, Machine Learning e Inteligência Artificial. Vamos apresentá-las brevemente neste artigo e, depois de se aprofundar mais, conhecer seus limites e entender de que forma elas se relacionam entre si, será mais fácil identificar como elas podem ajudar a automatizar e otimizar processos e entregar resultados.

Internet das Coisas (IoT)

Foi-se o tempo em que as máquinas computacionais conectadas em rede se resumiam aos antiquados gabinetes ou, recentemente, smartphones ou dispositivos portáteis. A junção entre processadores e conexão em rede permite que, em tese, qualquer objeto possa coletar e trocar informações entre si.
Esse é o princípio básico por trás da Internet das Coisas (na sigla em inglês, IoT, Internet of Things). 

Estima-se que, até o final de 2021, serão 25 bilhões de dispositivos conectados, como sensores ou assistentes pessoais, aptos a coletar e trocar informações em redes sem fio. Além dos dispositivos domésticos, como assistentes de voz ou relógios inteligentes, as aplicações vão além: monitoramento de pacientes para cuidados de saúde, coleta de dados em uma linha de produção industrial, gerenciamento de uma cadeia de vendas, estoque e logística em tempo real.

Em 2016, o Gartner, calculava que mais da metade dos processos e sistemas relacionados a novos negócios teriam sensores ou dispositivos computacionais incorporados até 2020. “A IoT é relevante em praticamente todos os setores, mas não em todas as aplicações. Muitos aplicativos potencializam a IoT em diversos aspectos. Como resultado, analistas de negócios e desenvolvedores de processos baseados em informações precisam ter experiência e ferramentas adequadas para implementar aspectos de IoT em seus sistemas”, explica W. Roy Schulte, analista do Gartner.

Leia também: Defina sua estratégia de Transformação Digital

Cloud Computing

Para sustentar grandes volumes de dados e aplicações, empresas precisam recorrer a soluções de infraestrutura, softwares e plataformas. A soma dessas soluções pode se concentrar no termo Cloud Computing – ou Computação em Nuvem. Ela permite o uso de recursos de computação tendo a internet como meio, sem a necessidade de instalar programas ou armazenar dados em máquinas locais. Ainda segundo o Gartner, ter Cloud em 2020 é algo tão essencial para a sobrevivência de uma empresa quanto estar conectado à Internet.

Novamente, é muito fácil identificar essa solução em exemplos do dia-a-dia, como editores de texto colaborativos, serviços de streaming audiovisuais ou armazenamento de fotos. Contratar serviços de Cloud representa, entre outras vantagens, a flexibilização da demanda de recursos combinada com a redução de custos com servidores e data centers internos – e, portanto, menor consumo de energia. Como funciona em ambiente de rede, a implementação e manutenção de projetos pode ser feita colaborativamente, otimizando processos. 

A maior preocupação, nesse caso, é com a segurança da informação. A facilidade de acesso e operação em rede pode trazer também potenciais vulnerabilidades, o que requer políticas de gerenciamento e governança de dados, análise de riscos à segurança, investimento em criptografia, testes preventivos e o tratamento de informações pessoais dos públicos envolvidos – o que atende à nova legislação de proteção de dados.

Leia também: Norma, vigência e impactos da LGPD para empresas

Big Data

Um dilema tecnológico que antecede qualquer discussão contemporânea envolvendo ferramentas está na interoperabilidade das tecnologias e informações. Bases de dados, protocolos e códigos-fonte de diferentes fabricantes coexistem no mercado. Mais do que isso: em muitos casos, essas soluções não se comunicam entre si. O desafio envolve grandes quantidades de dados que nem sempre são estruturados, gerados por dispositivos que compõem a IoT. Estes, por sua vez, exigem alta capacidade de processamento, contando para isso com a força da computação baseada em cloud. A combinação entre volume e variedade gigantesca de dados com a equivalente capacidade para processamento é o que define Big Data.

O Big Data não é exatamente uma tecnologia, mas um contexto tecnológico cujas técnicas e ferramentas têm que processar grandes quantidades de informação. É o caso do Hadoop, popular estrutura de software em código-aberto para executar aplicações baseadas neste princípio. Quase todas as organizações utilizam o projeto mantido pela Apache Software Foundation – incluindo as duas Big Techs frequentemente associadas a Big Data: Google e Amazon.

Outro resultado evidente das aplicações baseadas em Big Data está nas ferramentas de análise inteligente voltada para os negócios – ou, em inglês, Business Intelligence (BI). Organizações precisam lidar com fluxo de dados ligados a desempenho e produtividade, examinar painéis e dashboards em tempo real para extrair informações, gerar insights e tomar decisões.

Machine Learning

Não faz muito tempo, usuários de e-mail ocupavam boa parte do tempo “limpando” a caixa postal, marcando mensagens consideradas irrelevantes ou mesmo indesejadas (spam). Nos últimos anos, no entanto, perde-se bem menos tempo com essas tarefas. Isso acontece graças a sistemas que “aprendem” a filtrar e organizar a caixa postal, levando em conta os avisos e marcações dos usuários.

Serviços de e-mail, sites ou aplicações que recomendam produtos ou mesmo a timeline da sua rede social favorita está apoiada em algoritmos, que são sequências de instruções programadas previamente para analisar dados, identificar padrões e tomar decisões sem intervenção humana. Esses algoritmos baseiam-se em modelos matemáticos criados a partir da qualidade dos dados tratados. É exatamente nesse tripé que se apoia a Aprendizagem de Máquina, ou Machine Learning (ML). 

Por meio dela, é possível construir complexos sistemas de recomendação, análise preditiva ou de fraudes a partir das transações dos clientes, identificação de não-conformidades em uma linha de produção em tempo real ou reconhecimento facial em imagens. Além da automatização de processos, esses sistemas podem operacionalizar ações em áreas de risco, bem como estreitar laços no atendimento ao cliente, mesclando o histórico de conversas ao uso de chatbots, por exemplo.

Mas, é importante que se diga: apesar de próximos, Machine Learning e Inteligência Artificial são coisas diferentes.

Inteligência Artificial

Devemos muito à literatura de ficção científica e aos filmes de Hollywood, como “Her” ou “The Terminator”, imagens envolvendo robôs e computadores capazes de emular consciência e desenvolver habilidades cognitivas – superando, inclusive, a capacidade do cérebro humano.

Na prática, Inteligência Artificial não é nada disso. Mesmo distante da representação de um ciborgue, mas próxima de um modelo matemático sustentado por um gigantesco fluxo de dados, a Inteligência Artificial real consegue realizar tarefas altamente complexas, como redação de texto ou composição de músicas. Provavelmente um dos exemplos mais atraentes é o GPT-3, isto é, a terceira versão do “Generative Pre-trained Transformer”, desenvolvido pelo OpenAI, instituição dedicada à pesquisa na área e que tem entre seus fundadores Elon Musk, normalmente associado à Tesla Motors ou à SpaceX.

Não é difícil se surpreender com as possibilidades que a combinação de todas essas tecnologias pode representar: máquinas que reconhecem informações, aprendem com elas e entregam respostas com menor chance de erros; interpretam contextos, simulam comportamentos e ajudam a tomar decisões. Claro que é possível se aprofundar ainda mais nessas e em outras técnicas e fundamentos, mas é importante ter em mente que ferramentas e tecnologias são meios, não fins. Soluções digitais apoiam empresas e clientes em suas jornadas, e não o contrário.

BI, AI, Machine Learning e Analytics

A Transformação Digital das empresas possui um leque de ferramentas que podem potencializar os resultados dos negócios.  A partir da análise estruturada de dados, do aprendizado constante das ferramentas de inteligência artificial e machine learning, é possível identificar oportunidades e antecipar tendências. Observar tendências ajuda a empresa a entender que direção o mercado está tomando, se adaptar rapidamente e seguir as práticas que trazem resultados diferenciados.

“A inovação é o diferencial das empresas que são capazes de antecipar oportunidades e persegui-las, antes que os outros o façam”.

BI - Business Intelligence

É um conjunto de teorias, metodologias, processos, tecnologias e estruturas que transformam grandes quantidades de dados em informações fundamentais para  a gestão das empresas. O objetivo principal é interpretar e analisar dados e informações para identificar oportunidades ou riscos ao negócio. A ferramenta de BI possibilita:

  • suporte ao planejamento estratégico construindo vantagens competitivas sustentáveis, que agregam valor ao negócio;
  • auxilia na identificação de mudanças de comportamento e tendências;
  • confere maior velocidade e qualidade na tomada de decisão, potencializando a eficiência das operações;
  • tomada de decisões baseadas em evidências;
  • permite visão geral da empresa;
  • facilidade de visualização de análises e relatórios;
  • decisão pensada, estratégica e inteligente,  poupa tempo e esforços;
  • monitoramento dos resultados, etc..

AI - Inteligência Artificial

O avanço tecnológico permitiu que sistemas simulem uma inteligência similar a humana, programando-o com ordens específicas para tomar decisões de forma autônoma, apoiado em dados digitais. As máquinas são capazes de aprender, perceber e decidir quais caminhos seguir, de forma racional, diante de determinadas situações. A inteligência artificial utiliza o armazenamento de informações, faz o cruzamento delas e aponta o comportamento comum dos dados.

Uma aplicação clara da AI são os chatbots. Com esta tecnologia, comportamentos são mapeados com maior facilidade, análises minuciosas, através da varredura ágil de inúmeras informações e documentos, viabilizam a visualização de oportunidade que, durante o dia-a-dia da empresa, seguramente passariam desapercebidas.

Machine Learning

Machine Learning é uma tecnologia onde o computador tem a capacidade de aprender através de dados, observações e interações com o mundo. É um tipo de programa que melhora automática e gradualmente em função das experiências a que é exposto. Este conhecimento adquirido permite  generalizar corretamente novos eventos e tendências. Oferece diferencial para as empresas que precisam manusear grande número de dados, atuando com algoritmos e modelos para prever resultados, auxiliando a entender as sutis mudanças de comportamento, preferências e satisfação dos clientes. Permitem previsões precisas para suportar mudanças nos negócios.

Analytics

Analytics é uma ferramenta que permite criar relatórios e visualizações de informações de forma rápida, fazer correlações, identificar exceções, tendências, fazer previsões e compartilhá-las. 

  • Painéis interativos, BI e análises
  • Compartilhamento de informações por diferentes canais;
  • Visualizações inteligentes;
  • Permite importar seus próprios dados, juntar tabelas, aplicar funções básicas apenas com um arrastar e soltar;
  • Relatórios e painéis dinâmicos.

BPMS na Certificação Digital

BPMS na Certificação Digital

Objetivos:

Criar um motor de processos e a landpage para operacionalização de novo produto da empresa, o “Receita Médica”.

Desafios:

  • Implantar ferramenta robusta que evitasse a criação de softwares pela área interna;
  • Prazos restritos para a construção e implementação da solução – pronto no primeiro dia exigido pela ANS;
  • Desenvolvimento da landpage e funcionalidades específicas para cada usuário;
  • Desenvolvimento das APIs para preenchimento e assinatura digital dos documentos.

Entregas:

  • Landpage principal do produto e:
    • Área do usuário para médicos – gestão dos documentos emitidos;
    • Área do usuário para farmacêuticos – gestão das prescrições recebidas e dispensadas;
    • Área para validação das assinaturas;
  • API para validação do certificado digital ao acessar;
  • API para preenchimento e assinatura dos documentos;
  • Estrutura do processo Receita Digital via BPMS;
  • Estrutura do processo para Cadastro de Médicos via BPMS;
  • Estrutura do processo para Cadastro de Farmacêuticos via BPMS.

Indicadores do 1°. Mês:

610 médicos cadastrados

42 farmacêuticos cadastrados

1945 documentos emitidos entre prescrições, solicitações de exame, atestados e relatórios médicos.